Migração interna no Canadá: Residentes de grandes metrópoles procuram cidades menores

Foto: ENVATO

O tradicional movimento de pessoas para as grandes cidades do Canadá parece estar a perder ritmo, segundo estimativas recentes de população para 2025. Dados oficiais mostram que a proporção de residentes vivendo nas áreas metropolitanas maiores do país, conhecidas como CMAs, não cresceu em relação ao ano anterior, um fenómeno que não ocorria fora do contexto pandémico há dezenas de anos.

A população urbana total nas CMAs chegou a mais de 31 milhões de pessoas, um aumento modesto comparado com anos anteriores, representando cerca de 1% de crescimento anual. Ainda assim, esta taxa é menos de um terço do que se observava nos anos pré-pandemia.

Um sinal claro desta mudança é que a expansão demográfica fora dos grandes centros urbanos tem sido mais significativa. Em 2025, mais de 80 mil pessoas foram adicionadas a regiões fora das CMAs, o que constitui uma proporção recorde das alterações demográficas.

Esta tendência evidencia que muitos residentes estão a escolher cidades menores e áreas rurais, em detrimento de zonas metropolitanas densas e caras. Mesmo novos imigrantes estão a alterar as suas preferências de destino: a percentagem que se estabeleceu na Grande Montreal e na Região da Grande Toronto diminuiu notavelmente em comparação com cinco anos antes.

Especialistas apontam vários possíveis motivos para esta mudança. Entre eles, a busca por habitação mais acessível e mais espaço pessoal destaca-se como factor relevante na decisão de famílias e indivíduos. Embora os dados não indiquem todas as razões pessoais por detrás desta migração, a procura por qualidade de vida fora dos grandes centros urbanos surge como tema recorrente.