Cerca de 1.200 pessoas deslocadas em várias regiões de Portugal continental devido ao mau tempo

Oeiras, Lisboa, 09 fev 2026 (Lusa) — Cerca de 1.200 pessoas de várias regiões de Portugal continental encontram-se hoje deslocadas das suas habitações como “medida preventiva” devido aos efeitos do mau tempo, sobretudo inundações, revelou a Proteção Civil, contabilizando 12.477 ocorrências desde 01 de fevereiro.

Num ponto de situação pelas 19:00, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, o comandante Mário Silvestre disse que há um total de 1.272 pessoas retiradas de casa na sequência das condições atmosféricas adversas, segundo dados reportados até às 18:00.

Os casos de pessoas deslocadas, que tiveram de sair das casas como “medida preventiva”, concentram-se na região Centro, nomeadamente Beira Baixa, Coimbra e Leiria, na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se destaca Almada, Peniche, Tomar, Torres Vedras, Óbidos, Lourinhã e Loures, no distrito de Beja, com Mértola e Vidigueira, e no Algarve, sobretudo em Vila Real de Santo António, de acordo com dados da Proteção Civil.

Em termos de zonas inundadas, o comandante nacional da ANEPC realçou Coimbra, Leiria, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, na região Centro; Grande Lisboa, Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo, na região de Lisboa e Vale do Tejo; Mértola, Odemira, Vidigueira e Ourique, na região do Alentejo; e Castro Marim, Lagoa, Portimão e Alcoutim, na região do Algarve.

Até ao momento, encontram-se ativados 11 planos distritais de emergência e proteção civil, entre os 18 distritos de Portugal continental, bem como “125 planos municipais e 19 declarações de situação de alerta decretadas pelos próprios municípios”, revelou Mário Silvestre.

O responsável da ANEPC disse ainda que o plano de especial de cheias para bacia do Tejo “continua no seu nível máximo, o nível vermelho”.

Desde 01 de fevereiro e até às 18:00 de hoje, a Proteção Civil contabiliza um total de 12.477 ocorrências, que mobilizaram 43.617 operacionais e 17.317 meios terrestres e meios aquáticos.

Relativamente à tipologia das ocorrências, o comandante nacional destacou a queda de árvores, em que se continua a registar “um forte impacto”, avisando que a população deve ter cuidado nas zonas mais arborizadas, inclusive não estacionar veículos e não permanecer nessas zonas.

Ao risco de queda de árvores, que “é bastante significativo”, junta-se “o risco inerente à movimentação de massas, ou seja, à derrocada dos terrenos por via daquilo que tem sido a enorme precipitação”, alertou, reforçando que “os solos estão extremamente fragilizados com a precipitação e esses movimentos de massa poderão causar danos significativos, como tem acontecido um pouco por todo o país”.

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