Cheias de janeiro em Moçambique fizeram 27 mortos e afetaram 724 mil pessoas

Maputo, 08 fev 2026 (Lusa) – O número de mortos nas cheias de janeiro em Moçambique subiu para 27, com 724.131 afetados, segundo as autoridades, registando-se um cumulativo de 201 óbitos desde o início da época chuvosa, em outubro.

Segundo informação da base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a que a Lusa teve acesso e com informação até às 18:20 (16:20 de Lisboa) de hoje, as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique já afetaram o equivalente a 170.877 famílias.

Desde 07 de janeiro, foram registados ainda 147 feridos e nove desaparecidos na sequência destas cheias, além de 3.556 casas parcialmente destruídas, 428 totalmente destruídas e 166.895 inundadas.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 201 mortos, além de 291 feridos e de 852.019 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.

Em 16 de janeiro, o Governo decretou o alerta vermelho nacional.

De acordo com os dados atualizados, estão atualmente ativos 59 centros de acomodação, com 69.636 pessoas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas, desde 07 de janeiro, 227 unidades sanitárias e 299 escolas, 14 pontes e 3.783 quilómetros de estrada.

O registo do INGD aponta também para 440.892 hectares de área agrícola afetados, dos quais 275.405 dados como perdidos, atingindo a atividade de 314.783 agricultores, além da morte de 412.446 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão e China, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.

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