
De acordo com os dados, 65 % dos inquiridos consideram que o acordo com a China é positivo, contra 22 % que o vêem negativamente.
A sondagem mostra também que a perceção de ameaça associada à China tem mudado.
Apenas 23 % dizem que o país deveria ser tratado como “inimigo ou ameaça”, uma descida significativa face ao passado,
enquanto 51 % preferem um enfoque de “envolvimento cauteloso” com Pequim.
O acordo em causa envolve a redução das tarifas sobre veículos elétricos chineses e o alívio de barreiras sobre produtos agrícolas como sementes de canola. Em concreto, o tarifário sobre até 49 000 veículos elétricos importados será fixado em 6,1 %, muito abaixo dos 100 % de tarifas anteriores, em troca de uma redução das tarifas chinesas sobre canola para cerca de 15 % até Março.
Analistas dizem que este pacto visa revitalizar as exportações agrícolas canadianas e, ao mesmo tempo, responder à necessidade de diversificar mercados para fora da dependência tradicional dos Estados Unidos, reforçando setores como o automóvel e a agricultura.
Os resultados da sondagem sugerem uma população mais aberta a reequilibrar prioridades: muitos canadianos valorizam agora oportunidades económicas em detrimento de posturas, exclusivamente centradas em direitos humanos ou rivalidade estratégica.
Este reajuste da política comercial ocorre num contexto global volátil, com pressões comerciais e políticas entre Ottawa, Washington e Pequim a moldarem decisões sofisticadas sobre comércio exterior e segurança económica.
