
Montemor-o-Velho, Coimbra, 05 fev 2026 (Lusa) — O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho afirmou hoje que o aumento de caudal do rio Mondego levou cerca de 20 pessoas a abandonar as suas casas desde segunda-feira.
José VerÃssimo disse à agência Lusa que cerca de 20 pessoas tiveram de abandonar as suas casas devido à s cheias e estão a ficar em casas de familiares até poderem regressar e que neste momento uma das ocorrências mais frequentes no concelho são as derrocadas, pois os terrenos estão encharcados.
O autarca assegurou que, embora as pessoas que abandonaram as suas casas tenham arranjado alternativas, o municÃpio tem também soluções para realojar munÃcipes afetados.
O presidente desta autarquia do distrito de Coimbra garantiu ainda que uma das preocupações neste momento é a “exaustão das pessoas” face à situação vivida nos últimos dias.
“É uma situação que é lenta, portanto, acaba por fugir das pessoas, deixa as pessoas um pouco em pânico”, disse, adiantando que, embora a subida das águas decorra de forma lenta, continuam a subir.Â
“A Câmara Municipal fez tudo o que estava ao alcance para minimizar tanto esta subida das águas”, como a situação de “instabilidade para as pessoas”, garantiu, assegurando que o municÃpio tem equipas no terreno “a dar todo o apoio necessário à s populações”.Â
Em Ereira os acessos continuam condicionados e somente as viaturas dos fuzileiros e dos bombeiros conseguem fazer ligações terrestres à freguesia com 650 habitantes.
“O próximo plano, quando não der para andar de viatura pela estrada serão os barcos que irão funcionar. Mas à s pessoas nada vai falhar, nem faltar”, acrescentou José VerÃssimo.
Quanto a prejuÃzos, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho frisou que só no fim serão feitas contas e que para já a sua preocupação é com as pessoas.
“Só no fim é que iremos fazer as contas, os prejuÃzos serão sempre avultados, mas não há prejuÃzo maior que é uma perda de uma vida, e é isso que eu quero evitar”, concluiu.
O municÃpio anunciou hoje de manhã que a escola das Meãs, igualmente no Baixo Mondego, iria estar encerrada por motivos de segurança.
Na mesma ocasião, a autarquia referiu que a “Estrada Nacional 111, em frente aos semáforos das Meãs do Campo, bem como as ruas professora Natália Cerveira (em frente à escola) e Manuel Jardim, estão cortadas à circulação rodoviária por motivos de segurança, devido a uma derrocada”.
“Os serviços de transporte público, em particular as linhas 221 e 220, encontram-se muito condicionados, podendo registar-se atrasos significativos”, disse ainda a autarquia.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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