
Lisboa, 04 fev 2026 (Lusa) — O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida, defendeu hoje que a carreira médica devia prever condições diferentes consoante as especialidades e regiões do país, considerando que a situação atual gera desequilíbrios.
“Não é a mesma coisa o esforço de um médico de Medicina Interna numa urgência como a do Amadora-Sintra ou o de outras especialidades que trabalham das 09:00 às 17:00”, disse o responsável durante uma audição na comissão parlamentar de Saúde, a pedido do PS, sobre as vagas por preencher no internato médico.
Para Álvaro Almeida, o facto de a carreira ser igual para todos os médicos, independente da especialidade, faz com que algumas sejam menos procuradas e o sistema tenha mais dificuldade em atrair para as especialidades mais deficitárias no SNS, como a Medicina Interna.
“Com o agravamento de que na Medicina Interna não há capacidade para a produção adicional”, disse o responsável, acrescentando: “nunca resolveremos o problema da Medicina Interna enquanto mantivermos o princípio de que todos ganham o mesmo, seja no Amadora-Sintra ou no Santo António, no Porto”.
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