
Pequim, 03 fev 2026 (Lusa) — A China vai proibir, a partir de 2027, a venda de veÃculos equipados unicamente com pegas embutidas na carroçaria, populares por razões estéticas, mas consideradas perigosas em caso de acidente, anunciou o Governo chinês.
Estas maçanetas, comuns em muitos veÃculos elétricos vendidos no paÃs, têm ganhado popularidade ao longo da última década pelo seu design aerodinâmico e minimalista. No entanto, podem tornar-se um risco mortal se o sistema elétrico falhar, impedindo a abertura manual das portas.
Segundo as novas regras divulgadas na segunda-feira pelo ministério da Indústria e das Tecnologias da Informação, os veÃculos vendidos no mercado chinês deverão, a partir de 01 de janeiro de 2027, estar obrigatoriamente equipados com mecanismos mecânicos de abertura, tanto exteriores como interiores.
Os modelos já homologados terão um prazo adicional de dois anos para se adaptarem à nova norma, indicou o ministério, sublinhando que a medida visa “melhorar o nÃvel de segurança”.
A decisão surge na sequência de crescente preocupação na China com a segurança destas maçanetas embutidas. Um caso mediático ocorreu em outubro, quando os socorristas não conseguiram abrir as portas de um veÃculo elétrico da marca Xiaomi que se incendiou após um acidente em Chengdu, no sudoeste do paÃs. O condutor, que estaria alcoolizado, morreu no local.
As novas regras determinam ainda que os fabricantes reforcem a visibilidade das maçanetas interiores, exigindo sinalização obrigatória dentro do veÃculo.
A China é atualmente o maior mercado mundial de veÃculos elétricos, com dezenas de construtores a operar no setor e a expandir as suas atividades para o exterior.
Segundo estatÃsticas divulgadas em janeiro, o fabricante chinês BYD ultrapassou, pela primeira vez, a norte-americana Tesla em vendas anuais de veÃculos elétricos em 2025, tornando-se o maior produtor mundial deste segmento.
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