
Nazaré, Leiria, 02 fev 2026 (Lusa) — A Câmara da Nazaré emitiu hoje um alerta a suspender todas as atividades turístico e marítimas ligadas ao mar e a recomendar o não acesso ao Forte de S. Miguel, por razões de segurança, devido ao mau tempo.
“Por razões de segurança pública, encontram-se suspensas todas as atividades turístico-marítimas e de lazer que ocorram no mar, no concelho da Nazaré”, informou a Câmara deste concelho do distrito de Leiria, nas redes sociais, que tem usado para comunicado com a população desde a depressão Kristin, na madrugada de quarta-feira da semana passada.
A medida “resulta das condições meteorológicas adversas e da agitação marítima significativa”, refere o alerta.
No texto a Câmara da Nazaré acrescenta que “é igualmente recomendado o não acesso ao Forte de São Miguel Arcanjo e respetiva área envolvente”.
As medidas têm efeitos imediatos e mantêm-se enquanto vigorar o estado de calamidade, decretado pelo Governo até ao próximo dia 08.
A Câmara informou ainda que, a partir de quarta-feira, parte da atividade da Escola Municipal de Natação passará a estar concentrada na piscina do Centro Escolar da Nazaré, “de forma a garantir a continuidade das aulas em condições de segurança”, mantendo-se algumas das atividades desta escola suspensas.
As Piscinas Municipais da Nazaré manter-se-ão encerradas por tempo indeterminado, não sendo ainda possível prever uma data para a reabertura.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas e empresas, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.
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