
Praia, 22 jan 2026 (Lusa) — O Governo de Cabo Verde anunciou hoje três novas vacinas gratuitas no sistema nacional para prevenir doenças diarreicas, respiratórias e meningites nas crianças, que passam a integrar o calendário de vacinação, reforçando a proteção da saúde infantil.
“A partir de fevereiro, entram no calendário nacional” as vacinas contra o rotavÃrus, o pneumococo e a hexavalente, que vão ajudar a “prevenir doenças diarreicas e respiratórias e a tornar a vacinação infantil mais simples”, anunciou o Ministério da Saúde em comunicado.
As vacinas serão disponibilizadas gratuitamente a todas as crianças, graças ao investimento do Governo, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo o Governo, antes, estas vacinas eram vendidas a preços elevados nas farmácias privadas e apenas uma minoria dos pais conseguia vacinar os filhos, criando dificuldades para muitas famÃlias.
Com esta medida, o paÃs dá “mais um passo na proteção da saúde das crianças”.
As novas vacinas protegem contra o rotavÃrus, que provoca diarreias graves e desidratação, o pneumococo, responsável por pneumonia, meningite e infeções do ouvido, e a hexavalente, que protege contra seis doenças numa só injeção.
O lançamento é visto como uma “oportunidade para mobilização social, sensibilização das comunidades e reforço do compromisso nacional” com a saúde infantil e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O Ministério da Saúde sublinhou ainda que Cabo Verde tem registado nÃveis elevados de cobertura vacinal, com taxas acima dos 95% para várias doenças, consolidando o Programa Alargado de Vacinação (PAV) como referência na sub-região africana.
“Graças ao investimento em programas e campanhas de vacinação, o paÃs eliminou doenças que antes tinham forte impacto na mortalidade, como a poliomielite, o sarampo e a rubéola”, acrescentou.
Além disso, em 2024, Cabo Verde ultrapassou os 90% de cobertura da vacina contra o PapilomavÃrus Humano (HPV) em adolescentes, tornando-se um dos poucos paÃses africanos a atingir essa meta.
RS // ANP
Lusa/Fim



