
Maputo, 20 jan 2026 (Lusa) — O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) de Moçambique confirmou hoje que o cidadão português Pedro Ferraz Correia dos Reis se suicidou numa unidade hoteleira em Maputo, contrariando a primeira versão da polÃcia, de homicÃdio.
“Não houve dúvidas, do trabalho feito pela equipa técnica do Sernic, em coordenação com a medicina legal do Hospital Central de Maputo, onde também estiveram presentes os magistrados do Ministério Público, de que não havia dúvidas nenhumas, até ao presente momento, de tratar-se de um caso de suicÃdio, não homicÃdio, conforme tem-se propalado”, disse Hilário Lole, porta-voz do Sernic.
De acordo com a polÃcia de investigação moçambicana, o cidadão português e administrador do banco BCI, subsidiária em Moçambique do grupo português Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do também português BPI, tirou a própria vida com recurso a instrumentos cortantes, nomeadamente facas, e ingestão de um veneno para ratos.
Anteriormente, a porta-voz da PolÃcia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Marta Pereira, tinha dito à Lusa que a morte do cidadão português era resultado de homicÃdio, avançando que investigações estavam em curso, com base nas fitas de gravação do referido hotel.Â
“Quanto à s razões, são questões que só poderemos avançar depois da investigação que se está a fazer através do comando conjunto. Mas confirmo o caso”, disse Marta Pereira, acrescentando que o crime aconteceu na segunda-feira, pelas 23:46, e que se tratou de “um homicÃdio voluntário”.
Segundo o Sernic, na segunda-feira, Pedro Ferraz Correia dos Reis saiu do seu local de trabalho às 14:00 (12:00 em Lisboa), em direção à sua casa, de onde tirou, da sua cozinha, uma faca e deslocou-se a um estabelecimento comercial, na marginal de Maputo, para adquirir, entre outros bens, mais duas facas, depois encontradas no interior da sua viatura.
De seguida, deslocou-se a outro estabelecimento, onde adquiriu o veneno para ratos, tendo sido “encontradas partes dessa substância no seu organismo, mediante aquilo que foi feito exame médico legal”, referiu o porta-voz do Sernic.Â
A polÃtica de investigação de Moçambique diz ter em sua posse imagens que provam não só o itinerário do cidadão português desde a saÃda do local de trabalho até ao hotel onde veio a morrer, bem como evidências de que, chegado à unidade hoteleira, Pedro Ferraz Correia dos Reis desferiu “vários golpes” em várias partes do corpo.
SYCO (PME) //Â MLL
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