
Maputo, 19 jan 2026 (Lusa) – Três pessoas morreram arrastadas pelas cheias, quando tentavam passar pela principal ligação entre as provÃncias de Gaza e Maputo, sul de Moçambique, interditada devido as inundações, disse hoje à Lusa fonte do governo local.
 As vÃtimas chegavam da provÃncia de Gaza, com destino à capital, e tentaram atravessar a pé no troço Incoluana, em Gaza, e 03 de Fevereiro, provÃncia de Maputo, ignorando a ordem de interdição imposta desde sábado pelas autoridades locais naquela zona da estrada Nacional 1 (N1), detalhou fonte da administração do distrito da Manhiça, a norte da cidade de Maputo.
“Tentaram passar naquele troço que as águas galgaram a estrada nacional e durante o percurso, (….) foram arrastadas pelas águas”, explicou à Lusa a fonte.
Mais a norte, Ossimane Adamo, presidente do municÃpio de Xai-Xai, capital da provÃncia de Gaza, avançou hoje que pelo menos oito bairros estão fortemente afetados pelas cheias, incluindo parte do centro da cidade, assegurando, entretanto, estarem garantidos mantimentos para a população deslocada da zona baixa, em coordenação com o Instituto Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres.
“Têm mantimentos para os primeiros socorros daquelas populações, em termos de higiene, comida e outros”, assegurou Ossimane Adamo, acrescentando que a autarquia dispõe de um centro de acomodação que espera albergar a população afetada pelas enchentes, que nas últimas horas têm tomado a cidade.
A Administração Nacional de Estradas (ANE) de Moçambique anunciou, no sábado, a suspensão total de circulação no troço da N1 nos arredores de Maputo, a principal via terrestre do paÃs, devido à subida do caudal do rio Incomáti, uma medida ainda em vigor.
O Governo moçambicano estimou hoje que 40% da provÃncia de Gaza está submersa, devido à s fortes cheias dos últimos dias e vários distritos de Maputo estão inundados, além da total destruição de pelo menos 152 quilómetros de estradas.
Segundo informação do Ministério dos Transportes e LogÃstica, da avaliação feita até sexta-feira há ainda registo de “mais de três mil quilómetros praticamente afetados em todo o território nacional, de estradas classificadas”.
Pelo menos 103 pessoas morreram e 173 mil foram afetadas desde o inÃcio da época das chuvas em Moçambique, registando-se a destruição total de 1.160 casas e outras mais de 4.000 parcialmente inundadas, avançou na sexta-feira o Governo, decretando alerta vermelho nacional.
Desde essa altura não foram atualizados dados sobre vÃtimas e afetados pelas cheias no paÃs, tendo sido montado hoje um centro de coordenação nacional, liderado pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, no aeroporto de Xai-Xai.
Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famÃlias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, tejadilhos de carros ou na copa das árvores, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas quase ininterruptas de há vários dias e que estão a obrigar as barragens, incluindo dos paÃses vizinhos, a aumentar fortemente as descargas, por falta de capacidade.
Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.
Â
VIYS(PME) // ANP
Lusa/Fim



