
Hong Kong, 15 jan 2026 (Lusa) — O número de mortos no incêndio que destruiu um complexo residencial em Hong Kong no final de novembro subiu para 168, anunciaram hoje as autoridades, confirmando tratar-se do balanço final após a conclusão das operações de identificação.
O chefe da segurança de Hong Kong, Chris Tang, informou que “todos os restos mortais e corpos encontrados no local foram identificados” e que não existem pessoas dadas como desaparecidas.
A polÃcia informou em comunicado que os trabalhos de identificação e os exames forenses foram oficialmente concluÃdos.
O balanço anterior apontava para 161 mortos, tendo sido entretanto revisto em alta para 168, com a finalização das análises laboratoriais.
Entre as vÃtimas contam-se 110 mulheres e 58 homens, com idades compreendidas entre os seis meses e os 98 anos.
O incêndio é considerado o mais mortÃfero em edifÃcios residenciais em todo o mundo desde 1980.
As chamas consumiram rapidamente sete das oito torres do complexo, que se encontrava em obras de remodelação e estava coberto por redes de proteção de qualidade inferior, um fator que poderá ter contribuÃdo para a rápida propagação do fogo.
Chris Tang afirmou que os nomes das vÃtimas não serão divulgados nesta fase, por respeito à s famÃlias enlutadas.
As autoridades criaram uma comissão independente, presidida por um juiz, para investigar as causas e eventuais responsabilidades pelo incêndio.
A polÃcia indicou que a investigação criminal continua em curso e que será apresentado um relatório aos tribunais.
Na quarta-feira, o chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, revelou que 16 pessoas foram detidas por suspeita de homicÃdio voluntário no âmbito do caso.
Outras seis pessoas foram detidas por suspeita de fraude, segundo o mesmo responsável.
Lee acrescentou ainda que a Comissão Independente Contra a Corrupção (ICAC) deteve 14 pessoas por suspeitas de corrupção relacionadas com o incêndio e com o processo de obras no complexo residencial.
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