
Madrid, 10 jan 2026 (Lusa) – O exército da SÃria anunciou o fim das atividades militares no bairro de Seij Masud, na provÃncia de Alepo, palco até hoje de fortes confrontos com as milÃcias curdo-árabes das Forças Democráticas SÃrias (FDS).
Os confrontos aumentaram a tensão nas últimas semanas nas negociações infrutÃferas entre as autoridades sÃrias e esta formação armada, considerada como o exército ‘oficial’ da região autónoma do nordeste da SÃria, e que se recusa a integrar completamente na nova estrutura nacional de segurança dirigida pelo Presidente e antigo lÃder extremista Ahmed al Shara.
Devido aos combates, segundo o Governo, há mais de 160.000 pessoas deslocadas.
Em comunicado, o exército declarou o fim das operações à s 15:00 locais (11:00 em Lisboa), horas depois de anunciar ter concluÃdo o seu destacamento na zona para iniciar uma operação de busca de elementos das FDS e das forças de segurança policiais curdas, os Asayish.
As FDS ainda não reagiram a este anúncio, mas, por enquanto, não deram por terminados os combates. Há apenas uma hora, o porta-voz das FDS, Farhad Shami, assegurava na sua conta no X que as forças curdas continuavam a sua “resistência heróica pelo quinto dia consecutivo contra os ataques bárbaros levados a cabo por milÃcias afiliadas ao governo de Damasco, com o apoio e respaldo dos drones turcos ‘Bayraktar'”.
“Neste contexto, o bairro está a ser palco de intensos e contÃnuos confrontos com as milÃcias do governo de Damasco, que resultaram na destruição de dois veÃculos blindados pertencentes a essas milÃcias”, indicou.
O porta-voz alertou também que o exército sÃrio está a realizar ataques indiscriminados contra o hospital Jaled Fajr, “lotado de civis feridos, numa escalada perigosa que ameaça a vida de civis e pessoal médico, com o apoio direto de veÃculos aéreos não tripulados turcos”.
Por outro lado, o exército sÃrio assegurou ter sob o seu controlo o centro médico e que os combatentes das FDS entrincheirados no hospital “serão transferidos para a cidade de Tabqa” e que “as suas armas serão apreendidas”.
“O exército começará a entregar todas as instalações sanitárias e governamentais à s instituições estatais e vai retirar-se gradualmente das ruas do bairro”, indica-se no comunicado militar, divulgado pela Syria TV.
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