
Caracas, 06 jan 2026 (Lusa) – A polÃcia da Venezuela disparou “de forma dissuasiva” contra drones que sobrevoavam a zona em torno do palácio presidencial de Caracas, na segunda-feira à noite, afirmou fonte oficial à comunicação social.
O incidente ocorreu por volta das 20:00 (00:00 de hoje em Lisboa), pouco mais de dois dias após a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas dos Estados Unidos, no final de um ataque à capital.
“O que aconteceu no centro de Caracas foi devido a drones que sobrevoaram a zona sem autorização. A polÃcia disparou de forma dissuasiva. Não houve qualquer confronto”, afirmou fonte oficial, citada pela agência de notÃcias France-Presse (AFP).
O paÃs inteiro “está em perfeita tranquilidade”, continuou.
“Pareciam detonações, muito próximas (…). Não soavam tão alto como o que aconteceu antes [no ataque de sábado]” explicou à AFP um morador, que vive a cinco quarteirões do palácio e que pediu para não ser identificado.
“A primeira coisa que me veio à cabeça foi ver se havia aviões a sobrevoar [o bairro], mas não. Só vi duas luzes vermelhas no céu. Durou cerca de um minuto. Todos olhavam pela janela para ver se havia um avião ou o que estava a acontecer”, continuou.
Em vÃdeos divulgados nas redes sociais, é possÃvel ver o que parecem ser balas traçantes (munições com uma carga pirotécnica na base e cuja trajetória é visÃvel) em direção ao céu, rumo a um alvo invisÃvel.
O incidente mobilizou várias forças de segurança ao redor do palácio, de acordo com os vÃdeos.
Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o lÃder venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o paÃs até se concluir uma transição de poder.
Maduro e a mulher prestaram na segunda-feira breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.
A vice-presidente executiva, Delcy RodrÃguez, assumiu a presidência interina do paÃs com o apoio das Forças Armadas.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.
A União Europeia defendeu que a transição polÃtica na Venezuela deve incluir os lÃderes da oposição MarÃa Corina Machado e Edmundo González.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região, mostrando-se preocupado com a possÃvel “intensificação da instabilidade interna” na Venezuela.
CAD // VQ
Lusa/Fim



