
Maputo, 30 dez 2025 (Lusa) — O Secretário de Estado dos Transportes moçambicano reconheceu a existência de agentes da polÃcia rodoviária envolvidos em atos de corrupção nas estradas nacionais e indicou que os funcionários que não queiram seguir a lei devem voltar para casa.
“Para esses [agentes da polÃcia rodoviária] prevaricadores, nota-se aquilo que é a resistência, mas muitos já foram convidados [a sair]. Se não quer trabalhar dentro dos instrumentos [legais], arrume as suas coisas e vá para casa”, disse Chinguane Mabote, na provÃncia de Gaza, sul do paÃs.
Segundo o responsável, que falava durante trabalhos de monitorização das atividades de fiscalização rodoviária, essa medida vai ajudar a reduzir os acidentes de viação nas estradas moçambicanas, num momento em que os Ãndices de acidentes rodoviários no paÃs são classificados como dramáticos, com as autoridades a apontarem o excesso de velocidade e a condução sob efeito de álcool como as principais causas.
Em 04 de dezembro, o Governo moçambicano avançou querer “tolerância zero” para condutores infratores para evitar acidentes nas estradas durante a quadra festiva, disse o ministro dos Transportes e LogÃstica.
Em 27 de novembro, o Presidente moçambicano avisou a polÃcia de que tem de tomar medidas pata travar a sinistralidade rodoviária.
Na mesma ocasião, o chefe de Estado de Moçambique apontou que só de janeiro a setembro foram registados 408 acidentes de viação em todo o paÃs, contra 459 em 2024, que provocaram 662 mortes, quando no mesmo perÃodo de 2024 foram contabilizadas 555 vÃtimas mortais.
O chefe de Estado referiu que estes dados mostram que a sinistralidade é “mais mortÃfera” do que a malária, que registou 308 mortes hospitalares em 2024.
Já o ministro dos Transportes e LogÃstica moçambicano disse, em 10 de novembro, que os acidentes de viação em Moçambique são mais mortÃferos do que qualquer doença, pedindo maior fiscalização e observância das regras de trânsito.
“Os acidentes, hoje em dia, estão a matar mais do que qualquer doença de saúde pública que nós temos no paÃs e isso preocupa-nos, porque achamos que podemos evitar. Portanto, estamos a ter prejuÃzos económicos bastantes grandes”, disse na altura João Matlombe.
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