
Cascais, Lisboa, 18 dez 2025 (Lusa) — O Presidente da República afirmou hoje que a decisão do Ministério Público de arquivar a averiguação preventiva sobre a empresa da famÃlia do primeiro-ministro “é a justiça a funcionar”, escusando-se a comentar este caso.
Em resposta aos jornalistas, na Cidadela de Cascais, no distrito de Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa recusou também comentar as declarações do chefe do Governo PSD/CDS-PP, LuÃs Montenegro, sobre a atuação do Ministério Público: “Já sabem que eu não comento palavras nem do primeiro-ministro, nem de ministros, nem de lÃderes partidários. Por natureza, nunca comento”.
Quanto à decisão de arquivamento divulgado na quarta-feira, o chefe de Estado afirmou que “a justiça funciona, funciona por si” e neste caso “foi uma decisão do Ministério Público, tomou a decisão, tem a competência para a tomar, está tomada”.
Interrogado se o arquivamento de uma averiguação que envolve o primeiro-ministro é uma boa notÃcia para o paÃs, respondeu: “Eu não vou qualificar. Eu digo só que a democracia precisa de uma justiça forte. Uma justiça forte é uma justiça que deve, como eu tenho dito várias vezes, ser o mais rápida possÃvel, mas a rapidez depende de muitos fatores, em matéria de investigação e em matéria de funcionamento dos tribunais”.
“E portanto, aqui o que aconteceu foi que, volvidos não sei quantos meses, houve uma decisão, essa decisão pôs termo a um determinado processo em condições especÃficas. Aconteceu, aconteceu. Se quiserem, é a justiça a funcionar”, acrescentou.
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