Fações palestinianas rejeitam resolução da ONU que impõe força internacional

Gaza, 18 nov 2025 (Lusa) — Várias fações armadas palestinianas alinhadas com o grupo radical islamita Hamas condenaram hoje a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovada segunda-feira com base no plano do presidente norte-americano, Donald Trump.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou o documento com base nas propostas de Trump, também patrocinadas por Qatar, Egito, Turquia e Arábia Saudita, que incluem a presença no enclave de uma força internacional para monitorizar o processo de paz e proceder ao desarmamento das milícias locais.

As brigadas Al-Qassam (braço armado do Hamas), as brigadas Al-Quds (braço armado da Jihad Islâmica), as brigadas dos Mártires de Al-Aqsa (braço armado da Fatah), a Frente Popular para a Libertação da Palestina e os Comités de Resistência Popular defenderam o direito do povo palestiniano à “resistência e autodefesa”, em comunicado.

Para aquelas fações armadas a eventual força constituirá “um instrumento de tutela e cumplicidade internacional com o extermínio” da população palestiniana.

Segundo o plano, a força internacional será também responsável pela proteção dos civis e pelo treino de uma nova força policial palestiniana.

A resolução, aprovada com 13 votos a favor e as abstenções da China e da Rússia, suscitou o repúdio do grupo extremista Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007.

O plano prevê também a retirada das forças israelitas, matéria sobre a qual o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não se pronunciou.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano em Ramallah considerou que o voto em Nova Iorque afirmou o “direito do povo palestiniano à autodeterminação e ao estabelecimento do seu Estado independente”.

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