
Lisboa, 14 nov 2025 (Lusa) – A agência de notação financeira Moody’s decidiu hoje deixar inalterada a classificação da dÃvida soberana de Portugal em A3, com a perspetiva estável.
“A confirmação da classificação A3 de Portugal reflete a economia competitiva e diversificada do paÃs, bem como o seu nÃvel de vida relativamente elevado”, indica a Moody’s, na decisão publicada hoje.
Para a agência de ‘rating’, a “elevada solidez institucional e de governação também sustenta o seu perfil de crédito”.
“Contudo, a classificação A3 também considera um elevado nÃvel de endividamento e uma robusta capacidade de pagamento da dÃvida, embora ambos sejam mais fracos em comparação com outros paÃses com classificações semelhantes, apesar das melhorias orçamentais e da dÃvida nos últimos anos”, aponta a Moody’s.
Já a suscetibilidade ao risco é “moderada e está relacionada com o risco geopolÃtico”.
No que diz respeito ao ‘outlook’ (perspetiva), este mantém-se estável, o que reflete a avaliação da agência de que os riscos para o perfil de crédito de Portugal “estão equilibrados”.
“Embora a incerteza polÃtica tenha aumentado nos últimos anos, com eleições antecipadas repetidas e fragmentação parlamentar, tornando a formulação de polÃticas mais complexa, esperamos que essas mudanças polÃticas internas não alterem significativamente a perspetiva de crescimento económico robusto em torno de 2% e de uma nova redução do endividamento público ao longo do perÃodo analisado”, conclui a Moody’s.
No Orçamento do Estado para 2026, o Governo PSD/CDS-PP prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2% neste ano e 2,3% em 2026.
O executivo pretende alcançar excedentes de 0,3% do PIB em 2025 e de 0,1% em 2026. Quanto ao rácio da dÃvida, estima a redução para 90,2% do PIB em 2025 e 87,8% em 2026.
Esta é a última avaliação prevista este ano das agências de ‘rating’ que acompanham Portugal, após a Fitch e a DBRS terem subido a classificação uma vez e a S&P por duas vezes.
O ‘rating’ é uma avaliação atribuÃda pelas agências de notação financeira, com grande impacto para o financiamento dos paÃses e das empresas, uma vez que avalia o risco de crédito.
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