
Paredes, Porto, 14 nov 2025 (Lusa) — A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse hoje que dado o investimento que é feito no setor, este já devia ter evoluÃdo mais, atribuindo essa falta de evolução à forma como está organizado, daà a necessidade de reformas.
“Com aquilo que investimos, devÃamos ter mais respostas e, se não temos, seguramente não é porque os profissionais não se esforçam ou porque as equipas dirigentes não se esforçam, é porque a forma como estamos organizados não evoluiu suficientemente. Evoluiu, claro, e evolui todos os dias, mas não evoluiu suficientemente para conseguirmos melhorar alguns dos indicadores económico-financeiros que temos nas nossas organizações”, disse.
Em Paredes, na comemoração dos 43 anos da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU), Ana Paula Martins, que não falou à margem da cerimónia, dedicou o discurso ao papel que esta instituição desempenha na Educação e na Saúde em Portugal, elogiando a sua “ambição”, ideia que transpôs para o paÃs.
“Há outras coisas que também nos caracterizam, mas eu vou ficar pela ambição. E por muito investimento que façamos na saúde, e fazemos, nós precisamos de soluções verdadeiramente reformistas, ou reformas, se quiserem”, disse. Dirigindo-se ao presidente da CESPU, Ana Paula Martins disse que as dificuldades atuais estão ligadas à s “burocracias desnecessárias num Estado que precisa claramente precisa de se modernizar”.
“Não estamos aqui para desistir. Porque se desistissem, desistiam da Educação, desistiam de contribuir para a formação, para a qualificação, para enfrentar os desafios económicos do paÃs, de crescimento do paÃs. Nós não nos contentamos com estar na fasquia baixa. Temos que ir mais longe e para isso temos que fazer várias coisas (…). Um paÃs com 900 anos de história, mesmo com muitas vicissitudes, não pode perder a ambição”, referiu.
Antes, no arranque da cerimónia, o presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, dirigindo-se à ministra da Saúde, que ainda não se encontrava na sala, lembrou que é desejo da CESPU ver homologado o seu curso de Medicina e pediu à governante que olhe “com carinho” para a Unidade Local de Saúde (ULS) Tâmega e Sousa que “sofre enorme sobrecarga”.
Também o presidente do conselho de administração da CESPU, António Almeida Dias, já com Ana Paula Martins na sala, falou do curso de Medicina que é ambição desta cooperativa, considerando que este não foi acreditado “por razões inexplicáveis”, enquanto “outros foram aceites em instituições com menos condições”.
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