
Maputo, 12 nov 2025 (Lusa) — Empresários moçambicanos e estrangeiros discutem a partir de hoje, em Maputo, projetos de 1.500 milhões de dólares na Conferência Anual do Setor Privado (CASP), considerado o maior evento de diálogo público-privado e de negócios em Moçambique.
A conferência, que conta com a presença do Presidente da República, Daniel Chapo, vai decorrer até sexta-feira, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, capital moçambicana, e é mais uma vez organizada em conjunto pela Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique e pelo Governo.
“A XX edição da Conferência Anual do Setor Privado simboliza 20 anos de diálogo público-privado institucionalizado em Moçambique. Este marco representa uma oportunidade única para capitalizar os progressos alcançados, consolidar compromissos e definir novas metas reformistas, no quadro de uma responsabilidade partilhada entre o Governo e o setor empresarial”, lê-se na página da CASP.
Para o evento, a decorrer sob o lema “Reformar para Competir: Caminhos para Relançamento Económico”, são esperados mais de 2.000 participantes, 40 oradores e 80 expositores, estes últimos a participar na Mozambique Home Expo, uma exposição à margem da CASP e que visa estimular o acesso à habitação a preços acessíveis.
Durante a conferência, segundo a CTA, está prevista a discussão de projetos avaliados em 1.500 milhões de dólares (1.288 milhões de euros), com a presença confirmada de delegações de pelo menos seis países.
Para esta edição estão agendadas também sessões bilaterais entre Moçambique e a União Europeia, Emirados Árabes Unidos, a Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA, na sigla inglesa) e Brasil, além de mais de 10 encontros de alto nível já confirmados, segundo a CTA.
Está também previsto o “Market Place”, um espaço que visa a “facilitação de encontros para identificação de soluções e oportunidades de negócios no mercado nacional e estrangeiro para os intervenientes da cadeia de valor de produção, importação, distribuição e fornecimento de matéria-prima para a indústria”.
O programa prevê ainda “salas de negócio”, a funcionarem como fórum de promoção de investimento através da intermediação de reuniões, em que empresários e proponentes de projetos vão interagir com instituições financeiras.
Entre os objetivos da CASP destaca-se a promoção do “compromisso e responsabilidade do Governo e setor privado para o relançamento económico através de reformas estruturais que fortaleçam a competitividade do setor privado, impulsionando a retoma económica sustentável, inclusiva e resiliente”.
Em 08 de julho, o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, reiterou o seu compromisso com o diálogo público-privado visando “acelerar reformas” e melhorar o ambiente de negócios no país, indicava então um comunicado da Presidência.
“O Presidente, Daniel Chapo, expressou a abertura do Governo em colaborar com o setor privado na agenda de reformas para atrair investimentos, aumentar a produção nacional e impulsionar as exportações”, lê-se no documento enviado naquela data à comunicação social, que faz menção a um encontro entre o chefe de Estado e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique.
No referido encontro, o Presidente moçambicano pediu ainda que a CTA, a maior representante do setor privado em Moçambique, apresentasse “propostas de reformas concretas”, tendo em conta as “dificuldades que enfrentam no seu dia-a-dia”.
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