
Lisboa, 10 nov 2025 (Lusa) — A candidatura de Gouveia e Melo acusou hoje a Lusa de ter feito uma notÃcia falsa sobre o momento em que o ex-Chefe da Marinha decidiu concorrer à s presidenciais, mas a Direção de Informação da agência repudiou a acusação.
Numa nota à comunicação social, a candidatura refere que a notÃcia da Lusa, com o tÃtulo ‘Presidenciais: Gouveia e Melo revela que foi tentativa de Marcelo para o travar que o levou a candidatar-se’ “é falsa e enferma de uma falta de rigor inaceitável, razão pela qual se exige a reposição da verdade dos factos”.
“Não se refere, em momento algum, durante a entrevista” para o livro “As Razões” como “tendo sido o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, ou qualquer declaração sua, a motivação para se candidatar à Presidência da República, conforme pode ser facilmente comprovado nas páginas 123, 124 e 125 do referido livro”, refere a nota.
A notÃcia, segundo a candidatura de Gouveia e Melo, “é falsa, e porque na polÃtica e no jornalismo não pode valer tudo” solicitou a publicação de um esclarecimento.
Em resposta, a Direção de Informação da Lusa “rejeita e repudia” as “acusações de que a notÃcia em causa seja falsa e, muito menos, que a agência contribua para a desinformação e tenha manipulado declarações de Henrique Gouveia e Melo, como refere a candidatura”.
“Como bem diz na sua nota a candidatura de Gouveia e Melo, ‘na polÃtica não pode valer tudo'”, conclui a Direção de Informação num comunicado intitulado: “A Lusa mantém a sua notÃcia ‘Gouveia e Melo revela que foi tentativa de Marcelo para o travar que o levou a candidatar-se’.”
No livro, segundo a nota da direção da Lusa, “Gouveia e Melo diz expressamente que foi um artigo publicado no Expresso, a 03 de outubro de 2024, sob o tÃtulo ‘Almirante quer mais dois submarinos para ficar na Armada e desistir de Belém”, que o levou a “definir o rumo’ ou seja, a avançar com a candidatura”.
“Foi esse artigo que me fez definir o rumo. Porque quando o li, fiquei mesmo danado”, afirma o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, na página 124 do livro “Gouveia e Melo – As Razões”, que tem chancela da Porto Editora”, refere a Direção de Informação, que reproduz, na nota, a notÃcia da Lusa.
A candidatura lamenta que “seja a Agência Lusa, órgão de comunicação social que integra o serviço público de informação, que desta forma contribua para a proliferação de uma notÃcia que objetivamente visou desinformar e manipular as declarações proferidas por Henrique Gouveia e Melo no livro atrás citado”.
O que explica, segundo a nota, a decisão de concorrer foi “ter percebido que o Presidente da República e o Governo não estavam verdadeiramente interessados em nada da defesa e, portanto, não teria oportunidade de fazer a diferença enquanto CEMA”.
“A candidatura à Presidência da República foi motivada, sobretudo, pela vontade de continuar a servir Portugal de forma ativa e a contribuir para os destinos do PaÃs, perante um cenário de instabilidade polÃtica a nÃvel nacional e de incerteza internacional”, lê-se no comunicado.
No domingo, a Lusa noticiou que o almirante Gouveia e Melo só decidiu avançar para Belém quando leu uma notÃcia no Expresso de que Marcelo Rebelo de Sousa pretendia travar a sua candidatura presidencial através da sua recondução como chefe da Armada.
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