
Vilanculos, Moçambique, 04 nov 2025 (Lusa) – O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, disse hoje que a retirada do país da lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) resgata a confiança de investidores estrangeiros e representa o reconhecimento dos esforços conjuntos do Estado.
“Esta decisão reconhece o esforço conjunto do Estado moçambicano, de cada um de nós, aqui presentes, e não só, na consolidação de um sistema financeiro robusto, transparente e confiável a nível internacional, elementos que são fundamentais para o crescimento do turismo e de negócios em geral em Moçambique”, disse Chapo, que falava na cidade de Vilanculos, província de Inhambane, no encerramento da primeira cimeira de turismo de Moçambique.
De acordo com o chefe de Estado moçambicano, o país deve, agora, aproveitar a retirada da lista cinzenta do GAFI para resgatar a confiança dos parceiros nacionais e internacionais, entre públicos e privados, bem como dos mercados financeiros internacionais.
“Com esta retirada, a União Europeia, que tinha colocado Moçambique como país de risco a investimentos, já retirou Moçambique desta lista”, referiu.
Moçambique integrava desde 2022 a “lista cinzenta” internacional de branqueamento de capitais do GAFI, mas o Governo anunciou em meados deste ano que já cumpria todas as recomendações para a sua retirada e que o objetivo era assegurar, após a retirada, a manutenção desse estatuto em próximas avaliações.
“No quadro dos esforços para a remoção de Moçambique da lista cinzenta, Moçambique já cumpriu com as 26 ações do plano do GAFI, o que levou esta instituição a reconhecer a capacidade das nossas instituições em prevenir e combater crimes de branqueamento de capitais e de financiamento de terrorismo”, disse em 16 de junho último a ministra das Finanças, Carla Loveira.
Moçambique recebeu em setembro uma visita de elementos do GAFI, etapa então descrita como essencial para o processo de remoção de Moçambique da “lista cinzenta”, tendo sido anunciada a retirada da lista no passado dia 24 de outubro.
No dia 29 de outubro, a União Europeia reconheceu os esforços dos últimos três anos de Moçambique que culminaram com a saída da “lista cinzenta” internacional de branqueamento de capitais, garantindo que o país também será removido da lista europeia após conclusão das etapas processuais da UE.
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