
Londres, 02 nov 2025 (Lusa) — O esfaqueamento de 10 pessoas, na noite passada, num comboio que se dirigia para Londres deve ser visto como “um incidente isolado”, segundo o secretário de Estado da Defesa, John Healey.
O ataque foi cometido nos vagões de um comboio e causou 10 feridos, nove dos quais em estado crÃtico.
As testemunhas falaram num atacante, mas a polÃcia mantém duas pessoas detidas desde sábado, sem que se conheça a identidade ou o motivo.
Entrevistado pela cadeia Sky News hoje de manhã, Healey disse que as motivações terroristas do ataque são “meras suposições” e que a única consideração é que foi “um ataque isolado”.
“Não há razão para não continuarmos com as nossas vidas”, acrescentou.
O responsavel respondia assim a vários fatores que podem apontar para a tese terrorista, como o facto de haver dois detidos (e não apenas um), de a polÃcia antiterrorista se ter juntado à investigação e de terem ocorrido ataques semelhantes no passado com motivações ideológicas.
Ainda assim, reconheceu que o ataque “reflete um perÃodo de pressão crescente” sobre o paÃs e de “incerteza no mundo inteiro”, uma “nova era de ameaças”.
O Governo trabalhista do primeiro-ministro Keir Starmer tenta evitar especulações sobre o ataque, sem o vincular explicitamente nem com o terrorismo, nem como a imigração, num momento de elevada tensão, devido aos discursos contra os migrantes.
Na segunda-feira, um refugiado afegão apunhalou até à morte um homem de 49 anos em Uxbridge, oeste de Londres, e deixou dois feridos.
O agressor, ao qual havia sido concedido asilo em 2022, foi detido horas depois, sem que tenham sido revelados os motivos do crime.
A polÃcia afirmou também que, nesta fase, descarta o terrorismo como motivação.
“Neste momento, não há nada que sugira que se trate de um incidente terrorista”, disse o superintendente da PolÃcia de Transportes Britânica, John Lovelace, numa breve conferênca de imprensa.
Especificou também que as duas pessoas presas sob suspeita de tentativa de homicÃdio são um homem britânico de 32 anos e um britânico de ascendência caribenha de 35 anos.
AH // CC
Lusa/fim



