
Lisboa, 15 out 2025 (Lusa) — O presidente do Chega, André Ventura, acusou hoje o PS de ser um “partido vendido”, depois de os socialistas anunciarem que irão abster-se na votação da proposta de Orçamento do Estado para 2026 e assim permitir a sua aprovação.
“Que o Partido Socialista era um partido vendido, nós já sabÃamos. Isso não é nenhuma novidade”, criticou.
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, depois de se reunir com o seu “governo-sombra”, o lÃder do Chega disse que o seu partido “não passa cartas nem cartões em branco” e defendeu que “o voto não é para ser vendido, nem cedido, nem transacionado” e “é mesmo importante que as causas sejam levadas a efeito”.
“Nós queremos um orçamento que vá de encontro à s aspirações das pessoas, e nós não vendemos o apoio orçamental, nem cedemos o apoio orçamental, por razões de natureza tática ou polÃtica. Para nós o que nos move são as causas, não é o taticismo. José LuÃs Carneiro quer que o orçamento passe rápido e que a questão desapareça. O paÃs é mais do que o nosso taticismo polÃtico, o paÃs exige causas”, sublinhou.
André Ventura indicou também que o Chega vai “exigir e negociar o orçamento”.
“PS e PSD sabemos que eles toda a vida estiveram juntos. O Chega é o lÃder da oposição e é assim que vamos liderar este processo, exigindo à queles que votaram que tragam agora para o orçamento, essas consequências, descida de impostos, não aumento de impostos sobre os combustÃveis e apoio à s áreas fundamentais do paÃs, bem como a reforma do Estado, que tinha sido prometida também e que neste orçamento fica muito aquém”, afirmou.
O lÃder do Chega defendeu a descida dos impostos indiretos, o aumento da dotação orçamental para “combate à insegurança e contra a corrupção”, mais apoios para os ex-combatentes e medidas para combater a crise na habitação.
André Ventura anunciou também que deu hoje aos autarcas eleitos pelo Chega nas eleições de domingo “uma diretiva para que se comece a fazer imediatamente o levantamento de todos os subsÃdios sociais e apoios sociais que são pagos a minorias que não trabalham, para que isso acabe em Portugal”.
“E isto é uma revolução que vai acontecer nas autarquias. Isto tem de acontecer no Orçamento do Estado também”, afirmou.
O secretário-geral socialista, José LuÃs Carneiro, anunciou uma “abstenção exigente” no Orçamento do Estado para 2026 para “assegurar a estabilidade polÃtica” do paÃs, apesar de criticar a proposta orçamental do Governo.
O anúncio foi feito depois de uma reunião da Comissão PolÃtica Nacional do PS, que acabou já de madrugada, e que aconteceu depois de uma reunião, na terça-feira, com o grupo parlamentar do PS sobre a posição do partido em relação ao OE2026.
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