
Almada, Setúbal, 04 out 2025 (Lusa) — A presidente da Iniciativa Liberal (IL) desafiou hoje o lÃder do PS a demarcar-se do que classificou como “atos de vandalismo” pró-Palestina, promovidas por “radicais de esquerda”, que resultaram em ferimentos num jovem em Lisboa.
“Considerando que em vários municÃpios estes partidos radicais vão coligados e bem aqui ao lado vão também coligados com o PS”, Mariana Leitão questionou “se o secretário-geral do Partido Socialista, José LuÃs Carneiro, se revê neste tipo de discursos dos radicais de esquerda ou se, por outro lado, se afasta”.
“[Era] uma pergunta que eu gostava de fazer a José LuÃs Carneiro, considerando exatamente estar coligado em vários sÃtios, nomeadamente aqui ao lado, em Lisboa”, afirmou Mariana Leitão, pouco antes do primeiro jantar-comÃcio do partido na campanha para as autárquicas de 12 de outubro, em Almada, distrito de Setúbal.
Fazendo votos de “melhoras ao jovem que ficou gravemente ferido nas manifestações do Rossio”, Mariana Leitão acusou os lÃderes de Bloco, Livre e Chega de promoverem a divisão polÃtica no paÃs.
“Mariana Mortágua apelou a manifestações e aquilo a que temos assistido é, de facto, um escalar de atos de vandalismo e de desordem: tivemos linhas de metro ocupadas, estações ocupadas, polÃticos barricados durante um debate democrático, edifÃcios vandalizados e estamos de facto aqui a assistir a um escalar destes atos de desordem”, referiu, sublinhando estar em causa uma “consequência deste discurso e destes apelos que são feitos”.
A coordenadora do Bloco, que está detida em Israel após a interceção de uma flotilha humanitária que se destinava a Gaza, “tem feito apelos sistemáticos a manifestações, tem feito um discurso que acaba por ter como consequência este tipo de desordem”, acusou a lÃder da IL.
“Isto não é aceitável e este tipo de discurso é também, no fundo, apoiado sistematicamente por Rui Tavares”, porta-voz do Livre, salientou, considerando que se trata de “uma esquerda radical, que usa, no fundo, o ódio e o desespero” das pessoas.
“Juntamente também com André Ventura [lÃder do Chega], usam as mesmas as mesmas táticas para dividirem as pessoas”, acusou.
Já a forma como a IL faz polÃtica “não é esta”, porque este discurso “acaba por simplesmente dividir as pessoas e alimentar-se dessa raiva e desse desespero que vai se vai criando”, disse ainda Mariana Leitão.
Esta tarde, um jovem que participava numa manifestação em Lisboa foi eletrocutado ao tentar subir para a parte superior de um comboio, na estação do Rossio.
O jovem era um dos participantes na manifestação a favor dos detidos da flotilha Global Sumud, que percorreu Lisboa esta tarde entre as praças do Martim Moniz e do Rossio.
Fonte dos bombeiros disse à Lusa que o jovem, de 18 anos, se terá agarrado à catenária.
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