Mais 29 mortos na Faixa de Gaza após ataques de Israel

Jerusalém, 04 out 2025 (Lusa) — Os hospitais da Faixa de Gaza registaram, pelo menos, 29 mortes até às 14:00 (hora local, menos duas em Lisboa) de hoje, após ataques de Israel, quando decorrem as negociações para implementar o plano de paz.

De acordo com o balanço hoje divulgado, 22 mortes ocorreram na Cidade de Gaza. Segundo a imprensa local, o exército disse ter interrompido a sua operação de invasão de Gaza, embora use fogo defensivo.

Foram registadas mais duas mortes nos hospitais de Al Awda e Al Aqsa e outras cinco no hospital Nasser.

A Cidade de Gaza sofreu, pelo menos, três ataques israelitas esta manhã.

Os ataques ocorreram depois de o movimento Hamas ter anunciado estar disposto para libertar os reféns, uma das exigências do plano de paz de Donald Trump.

Após estas declarações, o Presidente norte-americano instou Israel a interromper os ataques à Faixa de Gaza.

Além da criação de um Governo de transição, supervisionado por Trump e pelo ex-primeiro-ministro Tony Blair, o plano apresentado, na segunda-feira, por Washington, determina o fim imediato da guerra e a libertação dos reféns.

O documento prevê ainda a desmilitarização da Faixa de Gaza.

Em 07 de outubro de 2023, Israel declarou uma guerra na Faixa de Gaza para “erradicar” o Hamas, horas depois de este ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes, matando cerca de 1.200 pessoas, na maioria civis.

A resposta israelita causou, desde então, a morte de mais de 65 mil pessoas na Faixa de Gaza, na maioria civis, de acordo com números avançados pelas autoridades do território, do Hamas, considerados fidedignos pela ONU.

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