
Lisboa, 10 set 2025 (Lusa) — A nova linha para a prevenção do suicÃdio entra hoje em funcionamento, com o número próprio 1411, e pretende ser uma resposta para um comportamento que, em média, causa três mortes por dia em Portugal.
“Portugal tem em média – números que têm sido constantes, com uma ligeira descida – três suicÃdios por dia”, adiantou à Lusa Ana Matos Pires, membro da Coordenação Nacional das PolÃticas de Saúde Mental, que esteve envolvida na criação da Linha Nacional de Prevenção do SuicÃdio.
Esta linha foi criada no inÃcio de 2024, através de uma lei aprovada no parlamento, com o objetivo de prevenir o suicÃdio e os comportamentos autolesivos, entrando agora em funcionamento, depois da regulamentação publicada na última semana.
Ana Matos Pires salientou que a garantia de qualidade da nova linha, que funcionará 24 horas por dia durante todo o ano, “é mandatória”, tendo em conta que será assegurada por profissionais com formação em saúde mental e suicidologia, como psicólogos clÃnicos e da saúde e enfermeiros especialistas em saúde mental e psiquiátrica.
Segundo referiu, foi elaborado um fluxograma que determina, caso seja necessário, o reencaminhamento de quem liga para o 1411, que pode ser para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes ou para o INEM, nas situações de risco iminente, mas também para um serviço de urgência ou uma consulta de cuidados primários.
“A linha não é uma consulta, nem uma linha de acompanhamento clÃnico”, explicou a membro da Coordenação Nacional das PolÃticas de Saúde Mental, adiantando que foi tida em conta a experiência da linha nacional francesa, criada em 2022.
Embora integrada na linha SNS 24 e em articulação com o respetivo serviço de aconselhamento psicológico, a linha de prevenção do suicÃdio vai operar, a partir de hoje, Dia Mundial da Prevenção do SuicÃdio, de forma totalmente autónoma, com identidade e número próprios, cabendo a sua coordenação aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).
Toda a informação pessoal e clÃnica fornecida pelos utentes será tratada com respeito pelo dever de confidencialidade, em conformidade com a legislação de proteção dos dados pessoais, indica a regulamentação.
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