
Seixal, Setúbal, 07 set 2025 (Lusa) — O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou hoje o PS de “parecer disponÃvel para dar as duas mãos ao Governo”, advertindo que a “polÃtica de direita não se combate dando-lhe a mão, mas sim travando-lhe o passo”.
No discurso no tradicional comÃcio da Festa do Avante, na Quinta da Atalaia, Seixal, Paulo Raimundo acusou o PS de “estar à s cotoveladas com o Chega para ver quem é o mais cúmplice do Governo, para ver quem é o par favorito de um Orçamento do Estado” que, disse, servirá para “acelerar o desmantelamento do SNS, o ataque aos serviços públicos, para as privatizações” e para “manter um paÃs assente nos baixos salários e pensões baixas”.
“Perante isto, ninguém pode dizer que vai ao engano. A polÃtica de direita não se combate dando-lhe a mão, mas sim travando-lhe o passo. E o PS, como sempre, parece disponÃvel para dar, não uma, mas as duas mãos ao Governo e à sua polÃtica”, acusou, recebendo um aplauso da plateia.
“Da parte do PCP, cá estaremos para lhe dar firme combate e, sim, para lhe travar o passo, que é isso que é importante para as nossas vidas e para o nosso paÃs”, assegurou.
Paulo Raimundo defendeu que o Governo PSD/CDS “mais parece uma agência de negócios dos grupos económicos” e salientou que, no atual quadro polÃtico, “cada instrumento desempenha o papel que lhe está atribuÃdo”: PSD e CDS governam, a Iniciativa Liberal serve de “lebre ideológica” para o executivo e o Chega de “fábrica de mentiras”.
O Chega é “a demagogia, a gritaria que se conhece e é o instrumento que o sistema criou para tentar acelerar os objetivos do próprio sistema. É o abre-latas do pior da polÃtica de direita”, acusou.
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