
Cairo, 06 set 2025 (Lusa) — O ministro das Relações Exteriores egÃpcio condenou hoje a intenção de Israel de transferir moradores da Faixa de Gaza para o Egito através de Rafah depois do primeiro-ministro israelita ter acusado as autoridades egÃpcias de aprisionar a população palestiniana.
“A passagem de Rafah é uma passagem de fronteira para aqueles que entram na Faixa de Gaza e para ajuda humanitária e médica. Não será um passo para expulsar palestinianos do seu território. Esta é a posição firme do Egito e não mudará”, disse Badr Abdelati em conferência de imprensa.
No Cairo, onde falava acompanhado por Philippe Lazzarini, diretor da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinianos no Oriente Próximo (UNRWA), o governante egÃpcio disse que o deslocamento de palestinianos é uma “linha vermelha” para os paÃses árabes e não será permitido em nenhuma circunstância.
“Eles não podem ser forçados a sair e considerar-se que é uma decisão voluntária. Isso é fundamentalmente errado”, acrescentou.
Em relação à UNRWA, Abdelati criticou as medidas tomadas por Israel contra a organização por “ameaçar minar o direito internacional e a confiança nas instituições internacionais que garantem a paz e a segurança” e também referiu que mais de 360 funcionários da UNRWA morreram na ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza.
O ministro das Relações Exteriores egÃpcio, mediador nos contactos entre Israel e o Hamas, acusou Israel de intransigência por não aceitar a proposta, à qual o grupo armado palestiniano já deu sinal verde.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, aprovou planos militares para assumir o controlo da Cidade de Gaza em agosto, o que incluiu a convocatória de cerca de 60.000 soldados na reserva.
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