
Buenos Aires, 27 ago 2025 (Lusa) – O Presidente argentino teve de ser retirado hoje de um comÃcio eleitoral na provÃncia de Buenos Aires devido a incidentes com manifestantes da oposição, que atiraram objetos contra o veÃculo aberto em que viajava.
A situação surgiu na sequência de confrontos entre alguns dos manifestantes e polÃcia.
Devido aos incidentes, Javier Milei foi imediatamente retirado pela equipa de segurança, juntamente com a irmã e secretária-geral da Presidência, Karina Milei, enquanto o principal candidato à s eleições legislativas na provÃncia, José Luis Espert, abandonou o local a bordo de um motociclo.
Os episódios ocorreram durante um comÃcio eleitoral na localidade de Lomas de Zamora, na provÃncia de Buenos Aires, onde Milei se deparou com um numeroso grupo de manifestantes da oposição que lhe atiraram pedras, galhos e ovos, entre outros objetos, e a polÃcia protegeu o Presidente com escudos antes de o retirar num veÃculo blindado.
O incidente aconteceu no mesmo dia que o chefe de gabinete do Governo argentino, Guillermo Francos, afirmou que a denúncia por alegados subornos na Agência Nacional de Deficiência (Andis) é uma “operação polÃtica” orquestrada por setores “populistas” tendo em conta as eleições legislativas que se aproximam naquele paÃs sul-americano.
“Foi orquestrada uma operação polÃtica divulgando supostas gravações de áudio do ex-titular da Andis”, afirmou o chefe de Gabinete de ministros perante o plenário da Câmara dos Deputados, para apresentar o relatório semestral de gestão do Executivo de Javier Milei.
Francos atribuiu as denúncias a um “modus operandi populista que aparece com mais força quando as eleições se aproximam”, numa alusão à s eleições legislativas na provÃncia de Buenos Aires, marcadas para setembro e à s eleições nacionais programadas para outubro.
O escândalo rebentou em 20 de agosto, quando os média locais divulgaram áudios atribuÃdos ao agora ex-titular da Andis Diego Spagnuolo, um dos advogados de Javier Milei.
As gravações descrevem um suposto esquema de subornos na compra estatal de medicamentos, cujo principal responsável seria o subsecretário de Gestão Institucional da Secretaria-Geral da Presidência, Eduardo ‘Lule’ Menem, primo do presidente da Câmara dos Deputados da Nação, MartÃn Menem.
Nas gravações também é feita referência a Karina Milei, irmã do chefe de Estado e secretária-geral da Presidência, como possÃvel destinatária de parte dos subornos que envolvem a empresa de comercialização de medicamentos Suizo Argentina.
“Responderemos a todas estas manobras com transparência e respeitando a divisão de poderes”, assegurou o chefe de gabinete.
Francos indicou que o Executivo destituiu Spagnuolo do cargo e interveio na Andis “para garantir o seu correto funcionamento e realizar uma auditoria profunda e os inquéritos administrativos correspondentes, com ênfase no sistema de compras e contratações”.
O responsável polÃtico observou também que as gravações foram divulgadas no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados rejeitou um veto de Milei a uma lei aprovada recentemente que declara a emergência em matéria de deficiência e obriga o Estado a aumentar os fundos para a assistência a pessoas com deficiência.
Apesar de a administração pública ter um excedente fiscal, Francos insistiu que essa lei “implica o desdobramento de recursos económicos dos quais o Estado não dispõe”.
“Tanto a aprovação de leis que exigem recursos que quebram o equilÃbrio fiscal como a difamação de funcionários com acusações infundadas fazem parte de um mesmo padrão: a ação de um pequeno grupo de pessoas que nesta nova Argentina já não têm lugar”, afirmou.
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