
Lisboa, 27 ago 2025 (Lusa) — O primeiro-ministro disse hoje que “é falso” que o Governo tenha retirado verbas à s polÃticas florestais, afirmando que houve uma reprogramação dos fundos comunitários, e considerou “injusta” a crÃtica de que esteve ausente enquanto o paÃs ardia.
“Também quero aqui dizer que é injusto e é falso o argumento que é utilizado de que foram retiradas verbas a esta área. É falso”, afirmou LuÃs Montenegro no encerramento do debate sobre a situação dos incêndios em Portugal, na Comissão Permanente da Assembleia da República.
O primeiro-ministro afirmou que “houve alguma reprogramação em termos de fundos comunitários, como já tinha acontecido também nos governos do Partido Socialista”.Â
“O deputado José LuÃs Carneiro fala agora em 120 milhões, o governo anterior do Partido Socialista tinha feito uma reprogramação na casa dos 100 milhões de euros, com uma diferença, é que nós reprogramámos o PEPAC [Plano Estratégico da PolÃtica AgrÃcola Comum], mas temos outros instrumentos de financiamento nomeadamente o PRR [Programa de Recuperação e Resiliência]”, referiu.
O primeiro-ministro disse também que o Governo está “a gastar cerca de 50% mais do que aquilo que era o dispêndio de execução” e que a intenção é “continuar a desenvolver este investimento”.
Na sua intervenção, o secretário-geral do PS acusou o Governo de “falta de sensibilidade” na prevenção e de não compreender “retirada de 120 milhões de euros das polÃticas florestais teria um impacto muito negativo na mobilização da sociedade para uma prioridade nacional”.
No encerramento do debate, o primeiro-ministro voltou a considerar “mesmo injusta” a acusação de que “o Governo esteve ausente e que o primeiro-ministro acordou tarde para este problema dos incêndios florestais”, apesar de admitir que pode “ter contribuÃdo para que essa perceção possa ter sido criada”.
LuÃs Montenegro afirmou que o Governo esteve a acompanhar a evolução dos incêndios e que no Conselho de Ministros de 07 de agosto tomou “decisões para a gestão concreta daquilo que era já a evolução da situação no terreno”.
O chefe do executivo disse também que a partir daà o Governo fez o que lhe competia, recusando ir para o terreno com casacos da Proteção Civil vestidos, por respeito ao trabalho operacional.
“E demos cumprimento a uma estratégia que visava e visa proteger as pessoas e proteger o património, que o mesmo não é dizer que estejamos a leste daquilo que se passa também”, disse.
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