
Porto, 22 ago 2025 (Lusa) — O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, considerou hoje que as medidas anunciadas na quinta-feira em resposta aos incêndios que têm afetado o paÃs são “mais um exemplo” do “completo alheamento” do Governo face à s necessidades do paÃs.
“Quando falamos do alheamento do Governo, falamos do alheamento do Governo por falta de resposta nas devidas alturas, por falta de resposta aos problemas concretos e esse é mais um exemplo da resposta tardia que verificamos nos tempos recentes, quando o paÃs atravessa a situação de emergência que atravessa no que diz respeito aos incêndios”, afirmou o lÃder sindical.
Falando em conferência de imprensa, no Porto, Tiago Oliveira preferiu, contudo, destacar a “resposta tardia” e “ideológica” do Governo aos “problemas concretos nos serviços públicos” e na área laboral.
“Há aqui uma questão transversal ao que este Governo tem levado a cabo nas suas polÃticas e que revela uma coisa que nós já temos denunciado, que é um completo alheamento daquilo que é a realidade do povo e do paÃs. Um completo alheamento daquilo que são as fragilidades que os trabalhadores sentem, que o povo sente, um completo alheamento daquilo que são as necessidades, por exemplo, nos serviços públicos, no Serviço Nacional de Saúde, na escola pública e na Segurança Social”, concretizou.
Adicionalmente, o lÃder da CGTP destacou as recentemente anunciadas medidas anunciadas pelo executivo para revisão da legislação laboral, que a central considera serem “um assalto aos direitos dos trabalhadores”.
“Temos um Governo completamente alheado da realidade, que não sabe o que é 800.000 trabalhadores viverem com um salário mÃnimo nacional de 870 euros, em que levam para casa cerca de 700 e poucos euros. Com esse valor, era bom que o primeiro-ministro dissesse como é que uma famÃlia consegue pagar uma casa hoje em dia”, sustentou.
O Governo aprovou na quinta-feira, numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros, em Viseu, um quadro com 45 medidas “a adotar em situação de incêndios de grandes dimensões, com consequências no património e na economia de famÃlias e empresas”, e que pretende permitir, “de forma rápida e ágil, colocar no terreno medidas de apoio à s regiões e pessoas afetadas”.
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