
Nova Iorque, Estados Unidos da América, 29 jul 2025 (Lusa) – Um homem armado matou, na segunda-feira, quatro pessoas, incluindo um polÃcia, num arranha-céus no centro de Nova Iorque, antes de, aparentemente, se suicidar, declarou o presidente da câmara da cidade.
“Perdemos quatro vidas num novo ato de violência sem sentido”, lamentou Eric Adams numa conferência de imprensa, no final da noite (esta madrugada em Lisboa), sem contar com o atirador, que se terá suicidado.
Uma outra pessoa encontra-se em estado crÃtico, referiram as autoridades, sem mencionar um possÃvel motivo para o ataque.
Os serviços de emergência foram chamados por volta das 18:00 (22:00 de segunda-feira em Lisboa) para uma ocorrência no bairro nova-iorquino Midtown Manhattan.
As câmaras de vigilância filmaram um homem a sair de um carro preto, armado com uma espingarda de assalto M-4. O suspeito entrou no edifÃcio e começou a disparar contra o agente da polÃcia, antes de “alvejar quem estava no átrio”, relatou a chefe da polÃcia de Nova Iorque, Jessica Tisch.
De acordo com a responsável, o agressor tinha visivelmente decidido atacar o 345 Park Avenue, um grande edifÃcio de escritórios que abriga as instalações da Liga Profissional de Futebol Americano (NFL), da gigante financeira Blackstone e da empresa de consultoria e auditoria KPMG.
Tisch disse acreditar que o suspeito, natural de Las Vegas e com histórico de problemas psiquiátricos, agiu sozinho.
Vários meios de comunicação, incluindo a CNN e o New York Post, publicaram uma fotografia de um homem de bigode a caminhar sozinho na rua com uma espingarda na mão direita, com óculos escuros e um casaco escuro.
Muito rapidamente, após o ataque, centenas de polÃcias, alguns com coletes à prova de bala, e várias ambulâncias chegaram ao local, observou um jornalista da agência France-Presse.
Com mais armas de fogo em circulação do que habitantes, os Estados Unidos apresentam a taxa de mortalidade por arma de fogo mais elevada de todos os paÃses desenvolvidos.
Os ataques a tiro são um flagelo recorrente, que sucessivos governos federais e estaduais não conseguiram até agora conter, com o direito privado ao uso e porte de arma jogado como trunfo polÃtico recorrentemente.
Em 2024, mais de 16.000 pessoas, sem contar os suicÃdios, foram mortas por armas de fogo, de acordo com a ONG Gun Violence Archive.
Em dezembro, Brian Thompson, o chefe da maior seguradora de saúde do paÃs, a UnitedHealthcare, foi assassinado na rua no mesmo bairro em que ocorreu o incidente de hoje.
Luigi Mangione, um jovem engenheiro informático, foi detido e acusado no âmbito desse caso. Em abril, Mangione declarou-se inocente de homicÃdio perante um tribunal federal de Manhattan.
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