
Lisboa, 15 jul 2025 (Lusa) — O YouTube enfraqueceu a sua polÃtica de moderação de conteúdo, passando a permitir a permanência ‘online’ de vÃdeos que violam as suas próprias regras, desde que sejam consideradas de “interesse público”, segundo o The New York Times.
O jornal americano refere que a mudança implementada em dezembro de 2024, permite que vÃdeos com até 50% de conteúdo que viole as normas da plataforma possam permanecer disponÃveis, enquanto o limite anterior era de 25%.
As mudanças abrangem temas polÃticos, sociais e culturais, destacando eleições, pandemias, imigração, género e liberdade de expressão, incluindo transmissões de audiências públicas, comÃcios ou debates.
Apesar da alteração, o YouTube não divulgou publicamente o novo critério de tolerância nem esclareceu como define o que é interesse público ou quais os limites que considera aceitáveis para este tipo de conteúdo.
De acordo com o jornal, a nova postura da empresa marca um recuo em relação à s diretrizes mais rÃgidas adotadas durante a pandemia de covid-19, quando o YouTube chegou a remover vÃdeos com debates de autoridades e transmissões de câmaras municipais sob acusação de disseminação de desinformação médica.
A abordagem alinha-se com a tendência crescente entre as plataformas sociais, como a Meta ou o X, que estão a reduzir as suas iniciativas de moderação de conteúdo para evitar crÃticas polÃticas e aumentar o engajamento dos utilizadores.
No primeiro trimestre de 2025, o YouTube removeu mais de 190.000 vÃdeos por conteúdo ofensivo ou abusivo.Â
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