
Taipé, 08 jul 2025 (Lusa) — Cerca de 20 aeronaves de guerra chinesas sobrevoaram hoje os arredores de Taiwan, um dia antes do inÃcio das manobras militares anuais do Exército taiwanês, conhecidas como Han Kuang, informaram fontes oficiais da ilha.
Num comunicado, o Ministério da Defesa Nacional (MDN) de Taiwan indicou que, desde as 07:30 (00:30 em Lisboa), detetou incursões sucessivas de 20 aeronaves do Exército chinês, entre elas caças J-16, aviões de alerta precoce KJ-500 e veÃculos aéreos não tripulados (‘drones’).
Do total de aeronaves, 13 cruzaram a linha média do estreito de Taiwan e entraram na região norte, centro e sudoeste da autoproclamada Zona de Identificação de Defesa Aérea de Taiwan.
“Estas operações, coordenadas com navios militares chineses, foram realizadas sob o pretexto de ‘patrulhas conjuntas de preparação para o combate’, com o objetivo de hostilizar as áreas marÃtimas e aéreas circundantes a Taiwan”, sublinhou o Ministério da Defesa.
Esses movimentos ocorreram um dia antes do inÃcio dos exercÃcios Han Kuang, concebidos para testar a capacidade de resposta das tropas da ilha diante de uma invasão por parte da China, que considera Taiwan, governada de forma autónoma desde 1949, como “parte inalienável” do seu território.
Na semana passada, o lÃder taiwanês, William Lai Ching-te, afirmou que “a ameaça militar da China continua a aumentar” e que o objetivo de Pequim é “dominar o PacÃfico Ocidental e a ordem internacional baseada em regras”.
“Se a China conseguir anexar Taiwan, não vai parar por aÃ: isso dar-lhe-ia mais poder para levar a cabo uma expansão regional ainda mais agressiva (…). Taiwan nunca iniciará uma guerra, mas defenderá a sua soberania, a paz regional e o status quo vigente”, afirmou William Lai.
Em resposta, o porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês) Chen Binhua classificou Lai de “belicista” e “sabotador da paz”, denunciando que o lÃder insular exagerou deliberadamente a “ameaça militar do continente” para encobrir a sua “verdadeira agenda separatista”.
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