
Lisboa, 26 jun 2025 (Lusa) – O Chega e o PS pediram hoje consequências polÃticas sobre a conclusão do relatório do IGAS que dá conta de que a morte de um homem durante a greve do INEM em novembro de 2024 poderia ter sido evitada.
Em declarações aos jornalistas após a reunião com o Governo no parlamento para definir a data das próximas autárquicas, o lÃder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, insistiu que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, “não tem condições para continuar” e que foi um erro mantê-la no executivo depois das últimas legislativas.
“À ministra da Saúde não chega vir ao parlamento e dizer ‘eu assumo a responsabilidade’. Mas qual é a responsabilidade? A responsabilidade era meter o seu lugar à disposição e sair deste Governo. Aliás, ela nunca devia ter entrado neste Governo, dissemos isto desde a primeira hora”, acrescentou.
Em causa, está a conclusão do IGAS de que a morte de um homem em novembro de 2024, quando decorreu a greve do INEM, poderia ter sido evitada se tivesse sido socorrido num tempo mÃnimo e razoável.
“Concluiu-se que a morte do utente poderia ter sido evitada caso tivesse havido um socorro, num tempo mÃnimo e razoável, que tornasse possÃvel a evacuação da vÃtima através de uma Via Verde Coronária para um dos hospitais mais próximos, onde poderia ser submetido a angioplastia coronária numa das respetivas Unidades Hemodinâmicas”, adiantou a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) num comunicado divulgado esta quarta-feira.
Pedro Delgado Alves, do PS, considerou que o Governo não pode passar pelo tema “sem qualquer consequência” no plano polÃtico e administrativo, estranhando que o executivo “não se tenha pronunciado e não tenha dito nada até ao momento” e não explique aos cidadãos os motivos desta falha e se “vai retirar consequências polÃticas”.
Delgado Alves questionou o primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, se, agora que já foi detetada uma “falha significativa na gestão do Ministério da Saúde” se mantém a opção de ter Ana Paula Martins com a pasta da Saúde.
O socialista disse ainda que o partido pronunciar-se-á mais em detalhe nesta matéria esta tarde depois de “concluÃda a leitura e análise do relatório”.
Já o PCP, pela lÃder parlamentar, Paula Santos, defendeu que há “responsabilidades no plano polÃtico” a ser tiradas deste processo, sobretudo porque deveriam ser garantido meios ao INEM que não foram assegurados.
“Isto não pode acontecer, tem que haver os trabalhadores que são necessários para assegurar com prontidão o socorro à s populações e, de facto, a operacionalidade dos meios de emergência”, acrescentou.
Este caso remonta a 04 de novembro de 2024, dia em decorreu, em simultâneo, duas greves – uma dos técnicos de emergência pré-hospitalar à s horas extraordinárias e outra da administração pública.
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