
BrasÃlia, 19 mai 2025 (Lusa) — O Governo brasileiro considerou hoje que a captura e a prisão de Tuta, considerado o principal lÃder do Primeiro Comando da Capital (PCC) fora das prisões, foi uma “vitória contra o crime organizado”.
“Essa foi uma operação extremamente complexa, conduzida com rapidez e cooperação. Tivemos o apoio do Itamaraty, das autoridades bolivianas e da PolÃcia Federal, que atuou com competência e agilidade”, afirmou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em conferência de imprensa.
Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta foi detido na sexta-feira na BolÃvia, em Santa Cruz de La Sierra por agentes da Força Especial Boliviana de Combate ao Crime (FELCC)
Nascido e comandado de dentro dos presÃdios do estado de São Paulo, o PCC é a maior organização criminosa do Brasil, com ligações em diversos paÃses vizinhos, principalmente Paraguai e BolÃvia, e controla o tráfico de drogas em várias regiões do paÃs.
Condenado a 12 anos de prisão no Brasil por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, Tuta constava na Lista de Difusão Vermelha da Interpol desde 2020.
A detenção na BolÃvia o ocorreu após Tuta comparecer numa unidade policial boliviana para tratar de questões migratórias, apresentando um documento falso.
“O criminoso ficará detido em presÃdio de segurança máxima do Sistema Penitenciário Federal de BrasÃlia (SPF), cujo objetivo é isolar lideranças criminosas e presos de alta periculosidade”, indicaram em nota as autoridades brasileiras.
Na transferência para o Brasil participaram da operação 50 integrantes da PolÃcia Federal e transporte da fronteira boliviana para BrasÃlia foi realizado em uma aeronave brasileira.
“Hoje, essas organizações criminosas atuam cruzando fronteiras para cometer crimes, esconder lÃderes e movimentar recursos ilÃcitos. Por isso, a resposta precisa ser global, integrada e rápida”, disse o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza.
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