
Porto, 13 mai 2025 (Lusa) – O co-presidente do Volt Duarte Costa defendeu hoje a necessidade de se acelerar a construção de habitação pública a preços acessÃveis até ao final da década e criar uma “via verde” do licenciamento em zonas de alta pressão urbanÃstica.
“Precisamos de mais habitação pública e acessÃvel”, afirmou Duarte Costa durante uma ação de campanha esta tarde no Porto.
Aos jornalistas, o dirigente e cabeça de lista do Volt pelo cÃrculo de Lisboa defendeu a necessidade de se converter e mobilizar as casas que são propriedade do Estado ou do setor bancário para este regime.
“Não interessa construir, construir, construir, como diz a AD e a IL [Iniciativa Liberal], se essa construção não é a preços acessÃveis”, considerou o dirigente, para quem são precisas “soluções ponderadas e de curto prazo” para, até ao final da década, “pelo menos 10 em cada 100 casas” sejam acessÃveis.
Para acelerar a construção de habitação pública acessÃvel, o Volt defende também que seja criada “uma via verde do licenciamento” para que os projetos que contemplem este regime habitacional “passem à frente de outros”, sobretudo nas zonas de alta pressão urbanÃstica.
“Por outro lado, também queremos baixar o IVA nos materiais de construção para habitação acessÃvel e cooperativa”, acrescentou.
A habitação, a par da economia, foram os temas que marcaram hoje a agenda dos membros do Volt que, pela zona da Boavista, no Porto, distribuÃram panfletos à população e explicaram as principais ideias do partido.
Em matéria económica, Duarte Costa defendeu a necessidade de o paÃs conseguir reter o talento jovem e ter uma economia “de alto valor acrescentado” que permita atrair “cada vez mais investimento nos setores do futuro”.
Para o dirigente do Volt, partido que se assume como “do centro”, “Portugal tem sido muito prejudicado por não ter partidos de centro”.
“Nós vamos a eleições quase todos os anos porque esquerda e direita não se entendem, e não se entendem porque a esquerda tem um problema com a direita e a direita tem um problema com a esquerda”, referiu, dizendo que, este cenário “só polariza” o paÃs.
“Dar confiança do voto ao centro é dar a Portugal a chance de ter uma polÃtica mais construtiva, uma polÃtica focada em boas práticas europeias, na ciência, em trazer uma nova geração de polÃticos, jovens em muitos casos, que querem fazer de Portugal como os melhores na Europa, e é algo que o PS e o PSD não têm conseguido fazer”, considerou.
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