
Coimbra, 12 mai 2025 (Lusa) — O lÃder do PS defendeu hoje que “não se pode confiar na direita”, seja em LuÃs Montenegro, em Rui Rocha e “muito menos em André Ventura”, afirmando que os socialistas “são bons” a garantir soluções governativas duradouras, mesmo sem maioria absoluta.
Num comÃcio no Pavilhão Centro de Portugal, que encerrou a tarde de campanha dedicada ao distrito de Coimbra, Pedro Nuno Santos começou por dar os parabéns ao histórico socialista Manuel Alegre, que completa hoje 89 anos, e terminou a evocar Mário Soares, no dia em que a filha, Isabel Soares, teve uma intervenção.
O secretário-geral do PS apontou baterias à AD e à IL e referiu que o presidente da IL, Rui Rocha, que disse que houve uma tentativa de acordo pré-eleitoral, que o lÃder da AD “não confirmou”, “já devia saber que LuÃs Montenegro nunca assume nada”.
“Estão recordados das negociações do orçamento com André Ventura. Também não assumiu na altura o convite ou a proposta ou as cinco reuniões que o outro diz que aconteceram. LuÃs Montenegro nunca assume nada. Esconde sempre tudo dos portugueses”, acusou.
Segundo Pedro Nuno Santos, “não se pode confiar na direita portuguesa”.
“Nem em LuÃs Montenegro, nem em Rui Rocha e muito menos em André Ventura. Não são de confiança”, acusou.
O lÃder do PS considerou que os socialistas são “bons a gerir crises” e também a “garantir estabilidade polÃtica”.
“Porque nós temos a capacidade diálogo. Mesmo quando nós não temos uma maioria absoluta, nós conseguimos dialogar, nós conseguimos construir soluções duradouras. Eles nunca conseguiram uma legislatura inteira numa situação de minoria”, contrapôs.
De acordo com Pedro Nuno Santos, o PS “conseguiu e não foi só uma vez”.
“Porque nós temos a capacidade de dialogar, de ouvir, de ceder, de construir. Porque queremos garantir estabilidade”, enfatizou.
Sobre as alegadas conversações entre a AD e a IL, o lÃder do PS diz ter “alguma dificuldade em perceber o porquê” de Rui Rocha querer “tanto um governo com LuÃs Montenegro depois das coisas acertadas” que disse sobre o primeiro-ministro e a sua empresa familiar.
“Disse mesmo Rui Rocha que, para continuar primeiro-ministro, LuÃs Montenegro tinha de respeitar um plano de três pontos. Primeiro, pedir desculpa aos portugueses pela imprudência e pela falta de transparência na condução desta matéria. Não pediu desculpa. Segundo, dar todos os esclarecimentos sobre a empresa. Era uma lista de esclarecimentos. Não deu todos. Em terceiro lugar, tem de desligar-se completamente desta empresa, seja por via direta ou por via familiar. Não aconteceu. Nenhum dos três pontos que Rui Rocha tinha apresentado no final de fevereiro se verificam”, apontou.
Ao longo do discurso, Pedro Nuno Santos voltou a elencar as principais medidas do programa eleitoral do PS para estas eleições – tal como tem feito em todas as suas intervenções – e já se referiu ao executivo de LuÃs Montenegro como o “Governo do antigamente”.
“Que ninguém se engane, que ninguém disperse o voto”, disse, a fechar a sua intervenção, referindo que esse voto no PS no domingo permite “derrotar a AD, impedir mais deputados do Chega e dar a vitória a um governo progressista”
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