
Nova Iorque, 06 mai 2025 (Lusa) – A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores frustrados na expectativa de acordos comerciais entre EUA e parceiros, mas convencidos de que a Reserva Federal (Fed) vai manter a taxa de juro de referência.
Os resultados da sessão indicam que o Ãndice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 0,95%, o tecnológico Nasdaq recuou 0,87% e o alargado S&P500 caiu 0,77%.
Os investidores “estão dececionados por não existirem novidades sobre possÃveis acordos comerciais”, comentou Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, em declarações à AFP.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse hoje à CNBC que os EUA tinham sido contactados por 17 Estados, a quem apresentaram propostas comerciais “muitos boas”. Mas, por enquanto, não foi alcançado qualquer acordo. Â
Donald Trump, também hoje, disse, perante o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, que “adoraria” chegar a um acordo com o Canadá, mas dizendo que não queria viaturas nem aço provenientes do vizinho do Norte.
Por seu lado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês declarou hoje que os EUA deveriam mudar a sua abordagem “ameaçadora” se quisessem chegar a um acordo, segundo a agência noticiosa Xinhua.
“No inÃcio da semana, a praça (bolsista) esperava que fosse anunciado um acordo qualquer, mas até ao momento não aconteceu nada nesse sentido”, disse Hogan. Desta forma, Wall Street está sem “catalisador”, concluiu.
Entretanto, os investidores não esperam surpresas da reunião da Fed sobre polÃtica monetária, iniciada hoje e que termina na quarta-feira.
A grande maioria dos operadores bolsistas espera que a instituição deixe a taxa de juro de referência inalterada, no intervalo entre 4,25% e 4,50%, segundo a sÃntese das previsões feita pela FedWatch.
“A maior parte dos dirigentes da Fed (…) têm sido muito claros quanto ao facto de quererem esperar e ver quais vão ser os efeitos da nova polÃtica” comercial de Donald Trump, apontou Hogan.
“Enquanto não soubermos os que ficam e os que saem, é difÃcil tomar decisões em termos de polÃtica monetária”, acrescentou.
Nos indicadores, o défice comercial, que a guerra comercial de Trump visa alegadamente reduzir, registou um novo máximo histórico em março, devido ao crescimento acentuado das importações, para procurar evitar a maior parte das novas taxas alfandegárias.
Em série (face ao mês anterior), o défice agravou-se 14%, para os 140,5 mil milhões de dólares, informou hoje o Departamento do Comércio.
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