
Paredes, Porto, 03 mai 2025 (Lusa) — O lÃder do CDS-PP defendeu hoje que os portugueses devem desconfiar “é de quem nunca trabalhou ou só trabalhou na polÃtica”, criticando os partidos que andaram “a vasculhar dados pessoais de um adversário polÃtico”.
Num comÃcio na Escola Secundária de Paredes (distrito do Porto, o também ministro da Defesa e parceiro de coligação do PSD defendeu que, nos últimos dias de pré-campanha eleitoral, “a novidade é que LuÃs Montenegro trabalhou”, referindo-se à polémica relacionada com a empresa Spinumviva, que esteve na origem das eleições antecipadas de 18 de maio.
“Meu caro LuÃs Montenegro, eu quero começar por dizer que tu trabalhaste e ainda bem, Portugal deve mesmo desconfiar é de quem não trabalhou ou de quem nunca trabalhou noutra coisa que não fosse na polÃtica”, afirmou.
Nuno Melo disse que já tinha antecipado que esta campanha para as legislativas antecipadas “ia ser durinha”, mas confessou que não achava “que pudesse descer tanto”.
“Começou-se a descer durante 40 dias de apoucamento, de difamações, de cartazes absolutamente miseráveis espalhados pelo paÃs. A coisa piorou no debate que o LuÃs Montenegro teve com o Pedro Nuno Santos e que o LuÃs Montenegro venceu e venceu claramente pelo exemplo e pela liderança”, afirmou.
Depois de uma falha de microfone, o lÃder do CDS-PP referiu-se em concreto à polémica que envolve a divulgação pelo jornal Expresso da nova declaração de interesses que o primeiro-ministro submeteu junto da Entidade para a Transparência na qual acrescentou sete novas empresas para as quais trabalhou na Spinumviva.
Sobre este ponto, Nuno Melo disse criticou que, 50 anos depois do 25 de Abril, “deputados de um partido fundador do regime” se permitam “vasculhar dados pessoais de um adversário polÃtico”, disse, numa aparente alusão ao PS, depois de o deputado Pedro Delgado Alves ter confirmado ter acedido à s informações, mas negando tê-la partilhado com qualquer pessoa externa ao Grupo de Trabalho de Registo de Interesses.
“50 anos depois do 25 de abril devemos dizer que nestas eleições a nossa luta continua a ser pela liberdade, continua a ser pela decência”, afirmou Nuno Melo.
Na sequência da divulgação deste novos dados, o deputado do PSD Hugo Carneiro pediu ao Grupo de Trabalho do Registo de Interesses no Parlamento que peça à Entidade para a Transparência os registos de quem acedeu aos dados sobre o primeiro-ministro, de forma a descobrir quem partilhou a informação com a imprensa, o que lhe tem motivado fortes crÃticas da oposição e até do Sindicato dos Jornalistas.
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