
La Paz, 30 abr 2025 (Lusa) – Uma juÃza boliviana anulou o mandado de captura emitido contra o antigo Presidente da BolÃvia Evo Morales, relacionado com um alegado caso de tráfico de uma menor quando era chefe do paÃs em 2015, foi hoje divulgado.
Em outubro, o Ministério Público ordenou a detenção do lÃder indÃgena de 65 anos, que é candidato a um quarto mandato à frente do paÃs andino nas eleições presidenciais de 17 de agosto.
Evo Morales refugiou-se então no reduto de Chapare, no centro do paÃs, onde a polÃcia nunca interveio para o prender.
A decisão da juÃza Lilian Moreno, divulgada pela defesa, estabeleceu que “todas as ordens de rebelião e mandados de captura judicial [contra Morales] são canceladas”.
As razões invocadas pela juÃza para anular o mandado de captura ainda não são conhecidas.
Primeiro chefe de Estado boliviano de origem indÃgena, Evo Morales, é acusado de tráfico de uma menor devido a um suposto acordo feito com os pais.
A Procuradoria afirmou que em 2015 Morales teve um relacionamento com uma jovem de 15 anos, da qual nasceu uma filha, um ano depois, com o consentimento dos pais em troca de benefÃcios.
O antigo dirigente (2006-2019) sempre rejeitou estas acusações e lembrou que um inquérito sobre os mesmos alegados factos foi arquivado em 2020.
Disse ser vÃtima de “perseguição judicial” por parte do Governo do Presidente Luis Arce, antigo ministro da Economia na equipa de Morales.
Evo Morales quer regressar ao poder apesar de uma decisão do Tribunal Constitucional ter confirmado, no final de 2024, que um presidente não pode exercer mais de dois mandatos.
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