
Lisboa, 24 abr 2025 (Lusa) — O presidente do PSD afirmou hoje que exclui qualquer possibilidade de governar com o Chega se vencer as eleições legislativas, com André Ventura a responder que LuÃs Montenegro também não contará com o seu partido.
Estas posições de claro afastamento foram assumidas pelos lÃderes do Chega e da AD — coligação PSD/CDS logo no inÃcio do frente-a-frente televisivo, na SIC, no âmbito da pré-campanha para as eleições legislativas antecipadas de 18 de maio.
Questionado se mantém o “não é não” polÃtico que colocou para as eleições de 2024 em relação ao Chega, o primeiro-ministro confirmou que esse princÃpio se conserva válido para os sociais-democratas e considerou “impossÃvel” governar com o partido de André Ventura.
Apontou depois três razões. Segundo LuÃs Montenegro, o Chega “não tem fiabilidade de pensamento” e “comporta-se como um cata-vento” polÃtico; André Ventura apresenta “um pendor destrutivo” e “não tem vocação de Governo”; e o Chega de André Ventura “não tem maturidade nem decência”.
André Ventura reagiu a estas palavras do primeiro-ministro, contra-atacando que o Chega é destrutivo no combate à corrupção e nas crÃticas, por exemplo, à s polÃticas do Governo para a saúde.
“LuÃs Montenegro só quer muletas como a Iniciativa Liberal e o CDS. Não contará connosco”, respondeu o presidente do Chega.
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