
Tóquio, 21 abr 2025 (Lusa) – O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, enviou hoje uma coroa de flores para o santuário Yasukuni, em Tóquio, fonte de atritos com paÃses vizinhos, incluindo a China, pelos vÃnculos ao passado militarista do Japão.
À semelhança de outras ocasiões, foi enviada uma árvore ‘masakaki’ em nome do lÃder do Governo, um gesto que os primeiros-ministros nipónicos repetem há anos por ocasião dos festivais da primavera e do outono e que a China e a Coreia do Sul veem com maus olhos.
Yasukuni presta homenagem aos que caÃram pelo Japão entre o final do século XIX e 1945. São mais de 2,4 milhões de pessoas, incluindo 14 polÃticos e oficiais do exército imperial condenados como criminosos de guerra de classe A, após a Segunda Guerra Mundial.
Nenhum chefe de Governo japonês em funções visita o santuário desde que Shinzo Abe se deslocou aà para fazer a oferenda, em dezembro de 2013, suscitando crÃticas no paÃs e no estrangeiro.
A China e a Coreia do Sul, paÃses que sofreram agressões bélicas por parte do Japão, têm vindo a manifestar desaprovação relativamente à s homenagens oficiais no santuário de Yasukuni, devido a feridas abertas pelo colonialismo.
Espera-se também que Shigeru Ishiba se abstenha de visitar o templo, especialmente depois das recentes tentativas de estabelecer laços mais estreitos com Seul.
O Japão e a China comemoraram o 50.º aniversário da normalização das relações diplomáticas em 2022. Relações que também não estão no melhor nÃvel, nomeadamente devido à disputa territorial sobre as ilhas Senkaku, administradas por Tóquio, mas reivindicadas por Pequim, que as batizou de Diaoyu.
Embora os primeiros-ministros evitem visitar Yasukuni, não é raro que grupos de deputados o façam nesta altura do ano, incluindo ministros e figuras importantes da polÃtica japonesa.
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