
Maputo, 15 abr 2025 (Lusa) – Os empresários moçambicanos pediram hoje celeridade ao banco central para travar a escassez de divisas no paÃs, defendendo que esta é a solução para evitar a falta de combustÃveis.
“Que haja celeridade na sua implementação [de medidas] para garantir que o setor de combustÃveis possa abastecer os postos em nosso solo pátrio antes que seja tarde”, disse o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que congrega o setor privado, em conferência de imprensa, em Maputo.
Em causa está a escassez de combustÃveis nos postos de abastecimentos, sobretudo nos principais centros urbanos do paÃs, uns a registarem enormes filas e outros sem gasolina ou gasóleo, situação apontada pelos empresários como consequência da falta de divisas no mercado.
O Banco de Moçambique está a adotar medidas para aumentar a disponibilização de divisas, numa altura em que o paÃs se debate com limitações que já condicionam tanto cadeias de abastecimento como de combustÃveis.
Numa informação a que a Lusa teve acesso, o banco central refere ter aprovado no inÃcio de abril “instrumentos normativos” para “proporcionar maior flexibilização na gestão de divisas por parte dos bancos intermediários, em face da atual conjuntura socioeconómica”.
Um dos avisos aprovados “incrementa, dos atuais 30% para 50%, a taxa de conversão decorrente das receitas de exportação de bens, serviços e rendimentos de investimento no exterior”, regime que “vigorará pelo perÃodo de 18 meses”.
Outro dos avisos envolve o “regime de repatriamento e conversão de receitas de reexportação de produtos petrolÃferos”, em que os bancos “passarão a converter integralmente as receitas de reexportação de produtos petrolÃferos”.
Adicionalmente, aprovou um aviso que estabelece um “regime excecional” nas percentagens “das provisões regulamentares mÃnimas sobre crédito vencido, a vigorar por um perÃodo de 12 meses, para promover o “alargamento da capacidade dos bancos de concederem crédito”.
O Governo moçambicano afirmou em 11 de abril que as reservas de combustÃveis estão “asseguradas” e que a falta de produto em vários locais do paÃs decorre de problemas com garantias bancárias dos distribuidores.
E o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, garantiu que a situação dos combustÃveis em Moçambique “tem mostrado estabilidade”, com uma “oferta regular do produto disponÃvel no mercado”.
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