
Coimbra, 06 abr 2025 (Lusa) — O porta-voz do Livre, Rui Tavares, disse hoje que um verdadeiro “pé-de-meia” para os jovens seria um apoio à nascença de 5.000 euros, acusando os socialistas de se apropriarem da ideia lançada pelo partido no ano passado.
“O PS vem propor um décimo e ainda por cima não tem a lisura de dizer que é uma ideia do Livre de que roubaram um décimo”, salientou Rui Tavares, em Coimbra, na sessão de apresentação dos candidatos à s Eleições Legislativas de 18 de maio naquele cÃrculo.
O deputado e dirigente partidário comentava assim a proposta do PS de atribuir a todas as crianças nascidas a partir do inÃcio deste ano 500 euros em certificados de aforro.
Segundo Rui Tavares, a ideia da herança social, lançada há cerca de um ano pelo Livre, “verdadeiramente fará a diferença na entrada dos jovens para a vida adulta, numa média de 5.000 euros progressivamente adaptados ao escalão de rendimentos da famÃlia”.
Pelas contas do porta-voz do Livre, 500 euros por criança traduz-se em cerca de 700 euros quando o beneficiário atingir os 18 anos, “o que não dá para pagar a propina do mestrado”.
“Mas 10 vezes mais do que isso, que é aquilo que propomos, e podemos ir mais longe se gastássemos aquilo que estamos a perder com o IRS Jovem numa herança social, aà já era alguma coisa que fazia a diferença”, defendeu.
Na sua intervenção, Rui Tavares insistiu que a culpa da atual crise polÃtica é da responsabilidade da má governação do lÃder do PSD, LuÃs Montenegro, não só no agravamento do funcionamento da saúde e na falta de habitação, eu tinha prometido resolver, como “no descaso e desprezo em relação à s obrigações de responsabilização dos mais altos cargos polÃticos”.
O porta-voz do Livre reiterou novamente que o partido está disponÃvel para solução governativa progressista, de esquerda e ecológica, mas através de um “compromisso histórico” que garanta que o Serviço Nacional de Saúde não será privatizado e que o investimento no ensino público vai aumentar.
Nesse compromisso, teria de estar também garantido que o investimento público na habitação teria, pelo menos, um limiar mÃnimo de 500 milhões de euros anuais “para se poder construir a habitação que o paÃs não tem”.
De acordo com Rui Tavares, teria de haver também garantias de que não haveria recuo no estado de direito, na democracia e nos direitos fundamentais e que a independência da Palestina seja reconhecida e que o apoio à Ucrânia não cesse.
“Com isto em cima da mesa, estamos dispostos a conversar para dar uma boa governação ao paÃs, que tenha também fasquias mais altas no exercÃcio de cargos polÃticos”, sublinhou.
Como cabeça de lista pelo cÃrculo de Coimbra à s próximas Eleições Legislativas, o Livre apresentou o profissional de educação André Chichorro de Carvalho.
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