
(REPETIÇÃO) Lisboa, 04 abr 2025 (Lusa) – A média nacional dos exames do secundário realizados em 2024 manteve-se praticamente inalterada em relação ao ano anterior, mas duplicaram as escolas públicas com média negativa, segundo uma análise da Lusa a dados do Ministério da Educação.
No ano passado, houve mais alunos a realizar exames nacionais: Pouco mais de 118 mil alunos dos cursos cientÃfico-humanÃsticos fizeram pelo menos uma prova na 1.ª fase, enquanto no ano anterior foram cerca de 110 mil. No total, os professores avaliaram mais de 231 mil exames e a média nacional desceu 0,25 valores em relação a 2023, situando-se agora nos 11,43 valores.
Esta descida deveu-se à performance dos alunos das escolas públicas, onde estuda a grande maioria dos jovens e cujo desempenho médio desceu ligeiramente (menos 0,28 valores), contrariamente aos colégios, que registou uma ténue subida de 0,05 valores.
A média dos exames dos alunos do ensino privado subiu para 13,07 valores e no público desceu para 11,21 valores, segundo uma contabilidade feita pela Lusa a 231.950 provas da 1.º fase. Escolas públicas e colégios ficam agora separados por 1,8 valores numa escala de zero a 20.
Também aumentaram as escolas com média negativa: Num universo de 448 escolas públicas com mais de cem provas realizadas “chumbaram” 60, mais do dobro do ano anterior (25 escolas). Já entre os 76 colégios “chumbaram” quatro (5,3%), mais um do que em 2023.
Olhando para as disciplinas, as médias nacionais rondaram entre os 10 e os 13 valores, com Inglês e Economia A a registar as classificações médias mais elevadas (13,1 valores), seguindo-se História A (12,7) e Matemática A (12,6).
Dentro dos 11 valores surgem Matemática Aplicada à s Ciências Sociais, Português e FÃsica e QuÃmica A. As disciplinas com médias mais baixas foram Geografia A (10,3), Filosofia e Biologia e Geologia (ambas com 10,4) e Geometria Descritiva A (10,7).
Os dados mostram também que a situação familiar continua a ter forte impacto no sucesso académico e que é muito mais difÃcil para os mais pobres ter boas notas: Os alunos sem Apoio Social Escolar (ASE) obtiveram melhores resultados a todas as disciplinas quando comprados com os beneficiários do escalão A de ASE. Â
As disciplinas em que se notou maiores diferenças tendo em conta a condição socioeconómica foram Inglês, Economia A, Matemática A, FÃsica e QuÃmica A, Geometria Descritiva A, Biologia e Geologia e Filosofia.
Também são dÃspares as notas atribuÃdas pelos professores ao trabalho realizado ao longo do ano pelos alunos do ensino privado e das escolas públicas: Nos colégios, a média interna foi quase mais dois valores acima.
No ano passado, a média dos alunos dos cursos cientÃfico-humanÃsticos (CCH) das escolas públicas foi de 15 valores, enquanto no privado foi de 16,9 valores, mantendo-se uma tendência que se regista há, pelo menos, sete anos.
As notas internas têm vindo a subir, sendo que a nota mais vezes atribuÃda no ano passado nas escolas públicas foi de 17 valores, enquanto nos colégios foi de 19.
As notas finais mais elevadas são atribuÃdas à s disciplinas anuais, segundo uma análise aos resultados dos 111 mil alunos de escolas públicas e 12.591 estudantes de estabelecimentos privados.
A Aplicações Informáticas B e Inglês existe um elevado número de alunos que termina o ano com a nota máxima ou com 19 valores, sendo as duas disciplinas anuais com notas mais altas.
Educação FÃsica continua a ser a disciplina trienal em que mais alunos conseguem bons resultados: A média nacional foi de 16,9 valores nas escolas públicas e 18,2 no privado. No leque das bienais, destacam-se Espanhol e Inglês no ensino público e Filosofia, Biologia e Geologia e a Economia A no privado.
Numa comparação entre áreas de estudo, os alunos com melhores notas são os dos cursos de ciências e tecnologias, seguidos de ciências socioeconómicas.
As raparigas continuam a ter melhores resultados no geral, destacando-se sobretudo a Português, Matemática A e Filosofia, sendo o desempenho dos rapazes melhor a História A, FÃsica e QuÃmica A, Geometria Descritiva A e Geografia A.
SIM // ZO
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