
Pequim, 31 mar 2025 (Lusa) — O lÃder de Taiwan pediu “forte apoio” para as indústrias que podem ser afetadas pelas “taxas recÃprocas” que os Estados Unidos pretendem impor a partir de 02 de abril, informaram hoje fontes oficiais.
William Lai Ching-te reuniu-se no domingo com o primeiro-ministro Cho Jung-tai e outros responsáveis governamentais sobre os “planos de resposta” do Executivo a estas imposições, disse em comunicado a porta-voz presidencial Karen Kuo.
Durante a reunião, Cho e o resto da equipa informaram Lai sobre as taxas recÃprocas que os Estados Unidos poderão aplicar e apresentaram simulações e estimativas do impacto na economia da ilha, que depende fortemente das exportações, bem como os “planos de contingência” preparados para cada caso.
Lai pediu ao primeiro-ministro e ao secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, Joseph Wu Jaushieh, que continuem a avaliar a situação a fim de “dar a melhor resposta, garantir os interesses nacionais e a estabilidade e o desenvolvimento económico e financeiro”.
O lÃder taiwanês também sublinhou que é imperativo fornecer “forte apoio e assistência” à s indústrias que podem ser atingidas pelas taxas, lê-se na declaração oficial, que não ofereceu detalhes especÃficos sobre os planos para responder à s taxas ou possÃveis medidas de alÃvio para os setores afetados.
O Presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a 02 de abril vão entrar em vigor as chamadas “taxas recÃprocas” sobre os paÃses que, segundo Washington, mantêm barreiras comerciais contra produtos e serviços norte-americanos, embora ainda não esteja claro como a medida será aplicada.
Num relatório recente, o banco central de Taiwan apelou a uma gestão cautelosa do risco crescente de litÃgios comerciais entre Taipé e Washington, uma vez que a ilha foi o sexto território do mundo com maior excedente comercial nas trocas com os Estados Unidos em 2024 (mais de 68 mil milhões de euros).
De acordo com dados do Ministério das Finanças de Taiwan, as vendas da ilha aos Estados Unidos atingiram um recorde de 111,4 mil milhões de dólares em 2024 (cerca de 102,9 mil milhões de euros), um salto anual de 46,1% impulsionado pela crescente procura de ‘chips’ avançados para aplicações e dispositivos de inteligência artificial, que são maioritariamente fabricados em Taiwan.
Â
JPI // VQ
Lusa/Fim



