
Niassa, Moçambique, 25 mar 2025 (Lusa) – Pelo menos 34 centros de acomodação para as vÃtimas do ciclone tropical Jude já foram desativados em Moçambique, mas os afetados continuam a receber assistência, anunciou hoje o Governo.
“Nos primeiros dias foram criadas centros de acomodação transitórios. Foram criados na altura 71 e agora só estão 37, significa que 34 já foram desativados porque as populações foram devidamente assistidas”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, após uma sessão do órgão, em Niassa, norte de Moçambique.
O governante assegurou que continua a assistência à s famÃlias após se restabelecerem à s suas zonas de origem, apontando como prioridade o fornecimento de bens de primeira necessidade e condições para a acomodação.
O ciclone Jude, o mais recente a afetar o paÃs, entrou em Moçambique em 10 de março, através do distrito de Mossuril, provÃncia de Nampula, tendo feito pelo menos 16 mortos, afetando ainda, Tete, Manica e Zambézia, no centro, e Niassa e Cabo Delgado, no norte.
A última atualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) apontava para pelo menos 384.877 afetados, com 82.780 famÃlias igualmente afetadas.
O INGD apontou ainda, em dados até segunda-feira, para 88.005 casas total e parcialmente destruÃdas, outras 1.854 inundadas e 144 edifÃcios de culto afetados.
Pelo menos 263 escolas, 711 salas, 94.476 alunos e 1.222 professores ficaram igualmente afetados, havendo ainda 20 pontes, 43 aquedutos e 101.239 áreas agrÃcolas fustigadas pelo ciclone Jude, de um total de 4.146 agricultores.
Os dados do INGD apontam também para 81 unidades sanitárias destruÃdas e outros 15 edifÃcios públicos, 68 embarcações danificadas, oito sistemas de abastecimentos afetados e 1.318 o número de postes elétricos tombados em consequência da passagem do ciclone.
Moçambique está em plena época chuvosa, que decorre entre outubro e abril, perÃodo em que foram já registados os ciclones Chido e Dikeledi, que afetaram igualmente o norte do paÃs.
Os ciclones atingiram o paÃs entre dezembro e janeiro, com maior impacto nas provÃncias de Cabo Delgado e Nampula, tendo afetado cerca de 736 mil pessoas e causado a destruição de infraestruturas públicas e privadas.
O paÃs africano é considerado um dos mais severamente afetados pelas alterações climáticas globais, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, mas também perÃodos prolongados de seca severa.
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