
Porto, 17 mar 2025 (Lusa) — Oito arguidos da Operação Pretoriano, incluindo Fernando Madureira, vão quer falar no arranque do julgamento, enquanto outros quatro, incluindo a esposa do ex-lÃder dos Super Dragões, optaram pelo silêncio.
Na fase de identificação dos arguidos, Fernando Madureira, Fernando Saul, Hugo Carneiro ‘Polaco’, VÃtor ‘Aleixo’, VÃtor ‘Aleixo’ (filho), José Pereira, Fábio Sousa e José Dias já anunciaram que vão falar.
Ao invés, Sandra Madureira, Vitor Catão, Carlos ‘Jamaica’ e Hugo Miguel ‘Fanfas’ optaram pelo silêncio, que ainda podem vir a quebrar, em fase mais adiantada do julgamento.
Em julgamento está uma alegada tentativa de os Super Dragões “criarem um clima de intimidação e medo” numa Assembleia Geral do FC Porto, em 13 de novembro de 2023, para que fosse aprovada uma revisão estatutária “do interesse da direção” do clube, então liderada por Pinto da Costa, que morreu no dia 15 de fevereiro.
Após a fase instrutória, o tribunal decidiu levar a julgamento todos os arguidos nos exatos termos da acusação deduzida pelo Ministério Público (MP), alegando que a prova documental, testemunhal e pericial é forte.
Em causa estão 19 crimes de coação e ameaça agravada, sete de ofensa à integridade fÃsica no âmbito de espetáculo desportivo, um de instigação pública a um crime, outro de arremesso de objetos ou produtos lÃquidos e ainda três de atentado à liberdade de informação.
Entre a dúzia de arguidos, Fernando Madureira é o único em prisão preventiva, a medida de coação mais forte, enquanto os restantes foram sendo libertados em diferentes fases, incluindo Sandra Madureira, Fernando Saul, VÃtor Catão ou Hugo Carneiro, igualmente com ligações à claque.
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